Antônio Boaventura

antonio.boaventura@guarulhoshoje.com.br

Abandono? Não se sabe ao certo de que forma é possível classificar o atendimento prestado à população pelo Hospital Municipal Pimentas–Bonsucesso (HMPB), que está sob a administração da Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM). Entretanto, a falta de insumos e até material de higiene tem prejudicado a prestação de serviço daquela unidade de saúde. O contrato entre a Prefeitura de Guarulhos e a entidade é de R$ 84 milhões por ano.

Segundo relato de funcionários, que optaram por não revelar suas identidades por temer retaliações, a constante falta de insumos, aparelhos sem a devida manutenção e até itens para higiene estão interferindo diretamente no atendimento aos pacientes. Além da infraestrutura precária, eles revelaram que o atual número de colaboradores é insuficiente para atender a demanda.
“Eles [os médicos] estão de mãos atadas. Chega um paciente aqui com AVC (Acidente Vascular Cerebral), por exemplo, e precisa operar o paciente pelo trauma, até por que estamos na boca de três rodovias, e tem que ter a tomografia, que está quebrada. Estamos vivendo uma desgraça total”, explicou Rosália Lima, ex-integrante do Conselho Municipal de Saúde.

Diante deste crítico cenário, representantes do Movimento Popular de Saúde do Pimentas (MPSP) promoveram na região um abaixo-assinado para que tentar solucionar os problemas do hospital e que a entidade responsável pela gestão do hospital cumpra com as metas estabelecidas em cláusulas contratuais. Em julho do ano passado, o MPSP entregou à secretaria de Saúde um documento com 39.300 mil assinaturas.

“A gente está com a tomografia quebrada, que custou quase R$ 1 milhão. E esta tomografia, que foi uma das conquistas da população, é referência no Alto Tietê. Só que está quebrada há seis meses. Faltam pagar R$ 112 mil, além de estar sem manutenção”, disse Rosália.
Procurada pelo HOJE, a administração municipal revelou que o contrato com a respectiva Organização Social de Saúde (OSS) foi prorrogado até o dia 1º de fevereiro de 2019. Em contrapartida, a SPDM atribuiu à prefeitura a responsabilidade de responder por qualquer problema existente no atendimento à população no Hospital Municipal Pimentas–Bonsucesso.

Foto: Ivanildo Porto

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