Reportagem: Ulisses Carvalho 

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O Aeroporto Internacional de São Paulo-Guarulhos pode sofrer uma saturação e atingir o limite da capacidade de movimentação de aeronaves em 2022, segundo o relatório ‘Aviação em 20 Anos’, realizado pelo Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil’, que realizou projeções da demanda para os aeroportos brasileiros no período entre 2017 a 2037.

“A concessionária tem uma proposta de construir uma terceira pista, porém, não acho uma alternativa viável, devido ao elevado custo, cerca de R$ 500 milhões”, destacou em entrevista telefônica ao HOJE o secretário de aviação civil da presidência da república, Dario Rais Lopes, afirmando que atualmente o aeroporto realiza 55 decolagens por hora e a partir do ano que vem, o número deve aumentar para 60.

Além disso, sobre o problema da capacidade, segundo o secretário, o GRU Airport já teria iniciado as obras para aumentar o pátio de aeronaves. “Temos também que melhorar o acesso terrestre ao aeroporto, principalmente a ligação entre os terminais”, afirmou o Lopes, alertando que antes da possibilidade de se pensar em construir uma nova pista, é necessário pensar em duas intervenções prioritárias, o acesso do trecho do Rodoanel Norte ao aeroporto e a ligação com um possível trem entre os terminais, aumentando assim o nível de serviço entre os clientes.

Apesar da estimativa para 2022, o secretário destacou que esse prazo de saturação do Aeroporto de Guarulhos pode se prorrogar para 2028. “O trabalho para aumentar esse prazo de saturação já está sendo feito, como o projeto Agile, com decolagens e pousos simultâneos e a reorganização do fluxo aéreo em São Paulo, realizada pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea)”.

Com a possível lotação do Aeroporto de Guarulhos, a solução seria transferir os voos para o Aeroporto de Viracopos, em Campinas, de acordo com Lopes. “Aumentando o prazo para 2028, Viracopos terá tempo suficiente para se reorganizar e receber mais voos”, destacou.

No estudo, também há informações como quase metade dos passageiros de viagens aéreas domésticas tem idade entre 31 e 45 anos, e viajam a trabalho e estudo. A quantidade de rotas domésticas no país é de 514 e 222 internacionais, com uma taxa de ocupação média nos voos de 80,9%, porém, a expectativa é que esse número cresça para 82,4% até 2024, um aumento de 1,9%, segundo o Ministério dos Transportes.

A reportagem questionou a GRU Airport através de e-mail e contato telefônico, porém, não houve resposta.

Foto: Ivanildo Porto 

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