Reportagem: Ulisses Carvalho

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A manifestação nesta quarta-feira (15), em Guarulhos, teve adesão de 80% dos professores da rede estadual de ensino, segundo informação de Ezio Expedito Ferreira Lima, 50, diretor do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) e do Sindicato dos Professores e Professoras de Guarulhos na rede privada (Sinpro).

De acordo com Lima, não houve nenhum ato em Guarulhos, porém, às 12h30, em frente à Igreja Matriz, localizada na região central, os professores e o sindicato se reuniram para seguir em um ônibus para a manifestação na Avenida Paulista, em São Paulo. “Estamos saindo de Guarulhos com 15 ônibus, porém, aqui na concentração no Centro da cidade estamos saindo com três. Nós temos um levantamento parcial de aproximadamente 80% dos professores na rede estadual de Guarulhos, Arujá e Santa Isabel aderiram à greve”, destacou Lima.

De acordo com o diretor, houve adesão da manifestação também de professores na rede municipal e também na rede privada de ensino, porém, o sindicato não tem números da quantidade de pessoas que aderiram à greve. “As diretorias de ensino orientaram os diretores das escolas para segurar os alunos no pátio, já que não podem dispensar”, revelou.

A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP), destacou a orientação para que todas as escolas estaduais estejam abertas na quarta-feira. “A pauta de mobilização é nacional e não está direcionada à Seduc-SP. A pasta acredita no compromisso dos professores com os alunos. Todas as 91 diretorias de ensino devem acionar, mediante necessidade, os professores eventuais do cadastro para substituição”, informou.

Com manifestação dos professores, Prefeitura estuda reposição de dia letivo na rede municipal

A Secretaria da Educação Municipal afirmou ao HOJE que irá verificar a possibilidade de garantir aos alunos da rede municipal a reposição do dia letivo.  “No momento, a Secretaria de Educação registra o funcionamento das escolas e informa que está respeitando a decisão de cada um dos funcionários e servidores que aderiram à paralisação. A secretaria esclarece ainda que, posteriormente, verificará a melhor maneira de garantir aos alunos a reposição do dia letivo”, informou a prefeitura.

Segundo Lima, o protesto por parte da categoria ocorre por dois motivos, a não aceitação da reforma da previdência e também o corte de verba nas universidades e institutos federais. “A educação do país está parada para defender a previdência e a verba da nossa educação”, destacou informando que além das escolas, os professores da Unifesp de Guarulhos e o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP), também teriam aderido a greve.

A reportagem questionou a Unifesp e também o IFSP, porém, não houve resposta até o fechamento desta edição.

Foto: Ivanildo Porto

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