Proposta para implantação da Carreta da Saúde na cidade continua indefinida

Antônio Boaventura

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Com orçamento superior a R$ 1 bilhão para suprir as necessidades do serviço de saúde para o próximo ano, a prefeitura, que tinha como aposta a implantação do serviço móvel de atendimento por meio das “Carretas da Saúde”, para reduzir o tempo de espera e a longa fila de pacientes que aguardam por diversos tipos de exame na rede pública, afirma que o projeto depende de teto orçamentário.

Há sete meses, a secretária de Saúde, Ana Kantzos, ressaltou que a fila de espera para a realização do exame de ultrassonografia no município era de 50 mil pedidos na rede pública. Ela também revelou que existem solicitações que aguardam uma resposta desde 2005. Com a implantação deste novo serviço, Ana entende que é possível resolver o problema em 60 dias.

“Nós estamos pegando a nossa fila de espera hoje e transformamos em número de exame. A carreta tem capacidade de fazer 23 mil exames por mês. Teoricamente, em dois meses eu resolvo o problema da fila”, disse.

Ela destacou que com a redução do período de espera é possível reorganizar este serviço e concluir as solicitações com prazo menor do que o praticado atualmente. “O município tem uma capacidade de realizar esses exames instalados em sua rede. Estamos reformulando até os nossos processos para licitação”, justificou.

O custo mensal  da Carreta da Saúde é de aproximadamente R$ 3 milhões. “O processo de licitação já está pronto em minha mesa, mas só que preciso de um teto orçamentário. Eu teria que fazer uma compra por credenciamento. A carreta tem um valor alto e as emendas não contemplaria o custeio”, observou a secretária.