Sindicato aponta queda de 63% no número de funcionários do Terminal de Cargas do aeroporto em 6 anos

O Sindicato Nacional dos Aeroportuários (Sina) apontou uma queda de 63% do número de funcionários do Terminal de Cargas do Aeroporto Internacional de São Paulo-Guarulhos em Cumbica, no período entre 2013 a 2019. De acordo com o Sina, de um efetivo de 411 funcionários em 2013, atualmente existem apenas 153 trabalhadores.

“Houve 222 demissões e 36 transferências de empregados para outras áreas. A empresa afirma manter 400 funcionários no Teca, mas 247 deles são terceirizados. Nesse cenário, a rotatividade característica nas empresas que prestam serviços terceirizados, compromete a qualidade dos serviços e a segurança das cargas que passam pelo terminal”, informou o sindicato.

 A estimativa do sindicato é que a rotatividade de funcionários no aeroporto gira em torno de 15% ao ano, podendo comprometer a segurança ou até a qualidade do serviço prestado, segundo o Sina. “Enquanto o volume de carga aumenta, a concessionária reduz o quadro de funcionários e a remuneração”, alegou o presidente do sindicato, Francisco Luiz Xavier de Lemos.

Em nota enviada ao HOJE, a concessionária do aeroporto, o GRU Airport, informou que segue todas as normas internacionais e práticas pertinentes à segurança aeroportuária. “Periodicamente reportamos  aos órgãos reguladores correspondentes dados necessários que demonstram sua total conformidade aos procedimentos exigidos. Hoje, o Terminal de Cargas conta com mais de 400 profissionais, entre funcionários diretos e indiretos”.

Segundo Lemos, a possível falha na segurança do aeroporto, devido ao roubo de 718,9 kg de ouro no dia 25 do mês passado, pode ter relação com o corte de funcionários.  “Enquanto a concessionária, o governo brasileiro e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) não disserem que a atividade operacional do aeroporto tem que ser feita por funcionários orgânicos, com vínculo direto, esse problema tende a continuar. O usuário, tanto o passageiro quanto o cliente de carga dos aeroportos, continuará vulnerável enquanto a mão-de-obra for mantida dessa forma vulgar, em uma atividade tão essencial quanto o Aeroporto”, afirmou.