Antônio Boaventura

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Já se passaram 23 anos que eles partiram, mas as lembranças ainda continuam vivas na memória de seus milhares de fãs. Em forma de homenagem, a prefeitura deve dedicar em seu calendário oficial o dia 28 de agosto para a lendária e histórica banda Mamonas Assassinas. Até os primeiros meses do fatídico ano de 1996, os músicos guarulhenses haviam superado a marca de 2 milhões de cópias de LP vendidas.


Entretanto, a data foi escolhida em função da banda composta por Dinho, Bento, Júlio Rasec e os irmãos Reoli – Samuel e Sérgio -, ter atingido a marca de 100 mil discos vendidos em agosto de 1995. A irreverência e ousadia eram as marcas principais do quinteto que atravessou fronteiras e arrastava multidões por onde passavam com cantos como Sabão Cra-Cra e Brasília Amarela.


“Ainda não confirmaram e quem está à frente de tudo isso é a minha sobrinha. Pra gente é um prazer, principalmente pelo valor que estão dando ao trabalho deles. No dia do Rock [festejado todo dia 13 de julho], o prefeito [Vicentino Papotto (PMDB)] falou que queria fazer uma homenagem e também para levar o nome de Guarulhos em shows e eventos”, disse Ildelbrando Alves, pai do vocalista Dinho.


Além da possível homenagem dedicada pela administração pública, o grupo teve o seu estampado de forma oficial em uma praça do Parque Cecap, reduto dos mesmos, oficializado em abril de 1996 pelo, então, prefeito Vicentino Papotto. Fenômeno de vendas, os Mamonas Assassinas registraram a marca de 2 milhões de LP’s vendidos até dias antes do fatídico dia 02 de março de 1996.


“[É] uma tentativa de retribuição de carinho e quis fazer uma homenagem no dia 28 de agosto em Guarulhos como dia dos Mamonas Assassinas. Preferimos deixar no dia 28 para lembrar das coisas alegres e contentes, até por que foi nesses dia, que é um marco histórico, que atingiram a marca de 100 mil discos vendidos”, concluiu Alecsandra Alves, sobrinha do vocalista Dinho.


02 de março de 1996 – Foi nesta data que ocorreu o trágico acidente aéreo na Serra da Cantareira e vitimou todos os integrantes da banda. Por conta do mau tempo na região, naquela região, o jato Learjet avançou sobre as árvores, atravessou a cortina de névoa e colidiu com a mata. Os nove tripulantes morreram.

Foto: Ivanildo Porto

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