Vereador entende que é necessário promover mudanças no sistema do Bilhete Único e retorno das lotações

Antônio Boaventura

[email protected]

O vereador Eduardo Barreto (PCdoB) pretende convocar audiência pública, em data ainda a ser definida, para discutir o atendimento do serviço de transporte prestado pelas operadoras neste sistema e a eficácia do Bilhete Único. Nesta futura discussão, o parlamentar também pretende colocar em discussão a possibilidade do retorno legal da popular lotação.

“Iremos chamar uma audiência pública para tratar do transporte público da nossa cidade. O intuito é discutir o problema e buscar soluções, a fim de resolver essa questão que tanto impacta negativamente a vida dos nossos cidadãos de Guarulhos. Não podemos mais conviver com terminais superlotados, e com microônibus insuficientes nos bairros”, disse o vereador Eduardo Barreto.

Aliás, as lotações, que inicio da década de 2000 eram denominadas de perueiros, voltaram a circular neste ano em função de uma liminar concedida pela Justiça com linhas entre a região central e bairros periféricos. Entretanto, atualmente, não é possível mais avistar estes veículos em grandes quantidades como nos meses de maio e junho.

“Colocaremos em pauta o retorno de linhas de ponto a ponto, a volta das lotações, com maior fiscalização e também novas tecnologias. Temos que ter coragem para enfrentar e enquadrar as empresas de ônibus, que na maioria das vezes, não oferecem um bom serviço”, explicou Barreto.

Além da proposta de incorporar novamente os perueiros ao sistema de transporte da cidade, Barreto entende que é preciso propor mudanças na política de atendimento do Bilhete Único, que de acordo com ele, não atende mais as necessidades dos usuários daquele sistema. Esta modalidade foi implantada pela prefeitura em dezembro de 2010.

“O modelo do Bilhete Único não atende a necessidade dos guarulhenses, não se adequou as características da nossa cidade. Chamaremos os responsáveis das empresas municipais, representantes do sistema alimentador de transporte e sociedade civil”, concluiu.