Médicos de Guarulhos em greve farão ato nesta terça-feira

Há cinco dias os médicos de Guarulhos estão em greve e na próxima terça-feira (10), às 9h, os profissionais realizarão ato em frente à Prefeitura da cidade. A paralisação é em razão do déficit de profissionais da rede, que tem sobrecarregado médicos e prejudicado a qualidade do atendimento à população. Em respeito aos usuários, à justiça em ao Código de Ética Médica, hospitais e prontos-socorros não serão afetados e a paralisação se concentra nos serviços da Atenção Primária à Saúde (APS) e ambulatoriais.

De acordo com Eder Gatti, presidente do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp), os trabalhadores da atenção primária estão pagando pelos equívocos da gestão do prefeito Gustavo Henric Costa (Guti). A terceirização dos serviços praticada por essa gestão desestruturou toda a rede de assistência da cidade. O Hospital Municipal de Urgências (HMU) e o Hospital Municipal da Criança e do Adolescente (HMCA) deixaram de ser retaguarda de especialidades. Além disso, a rede perdeu muitos profissionais devido ao desmonte desses hospitais, à falta de um plano de carreira, à escassez de novas contratações e até ao assédio por parte da administração.

Atualmente, de acordo com o sindicato, os médicos da APS do município não apenas realizam quatro consultas por hora, como também atendem à demanda espontânea que chega aos serviços. “Faltam especialistas e médicos em geral. Esse déficit leva à sobrecarga da atenção primária”, explica Eder Gatti, presidente do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp).

Apesar de, no momento, a greve estar concentrada na APS e em parte da atenção secundária, os médicos de outros serviços da cidade também estão mobilizados para que possam ser garantidas condições de trabalho dignas e um bom atendimento à população.