Covid-19: Câmara Municipal mantém atividades de terceirizados para minimizar efeitos do vírus

Antônio Boaventura
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Em virtude da proliferação e iminente possibilidade de contágio pelo vírus Covid-19, a Câmara Municipal optou por interromper suas atividades por tempo indeterminado. Essa medida tem como principal objetivo reduzir ou até eliminar a circulação de pessoas naquele ambiente. Entretanto, apenas colaboradores de empresas que prestam serviços ao legislativo guarulhense trabalham normalmente para que possam garantir a segurança do local.


O HOJE obteve a informação e confirmada por Thiago Neves, secretário-chefe de gabinete daquela Casa de Leis, de que foram mantidos em sua normalidade funções classificadas essênciais para atendimento de demandas consideradas urgentes como segurança, limpeza, para manter o ambiente higienizado e como medida de proteção e combate ao Covid-19, e também de profissionais para atendimento da imprensa.


“Estive em reunião com os proprietários das empresas que a Câmara mantém contrato de prestação de serviço e coloquei à eles a importância de manter estes serviços, além de não fechar totalmente o legislativo. O trabalho deles é importante, até por que dessa maneira podemos reduzir o número de pessoas circulando na Casa”, explicou Neves.


Na última quarta-feira (18), o vereador e presidente Professor Jesus (Sem Partido), editou um Ato da Mesa Diretora que proíbe a entrada ao público por tempo indeterminado, porém os setores administrativos continuarão exercendo suas funções de forma escalonada e por meio de home office e/ou presencial. Nesta mesma data, ele também confirmou a possibilidade da existência de um servidor estar contaminado por Covid-19. Ainda não foi divulgado o resultado do teste.


“Eu achei isso muita incoerência e principalmente falta de respeito e injustiça com as terceirizadas. Tenho parentes no grupo de risco e muito pelo sentimento de injustiça. Tem as meninas do controle de acesso, que ficam expostas sentadas nas mesas e na cara de todo mundo. Mas, o problema não é nem esse. O problema é porque alguns iluminados podem ficar em casa e os outros tem que se infectar. É perigo pra todo mundo. Qual é o criterio?”, disse uma funcionária, que pediu sigilo de sua identidade.


Segundo o presidente do Legislativo, somente serviços considerados essenciais e imprescindíveis estão em andamento na Casa de Leis e que os servidores estão trabalhando em casa, no regime home office. Ele lembrou que nos últimos dias que adotou várias medidas, como o fornecimento de álcool em gel para os departamentos do Legislativo, limitou a presença de pessoas no plenário e nos elevadores da casa, que deverão ser utilizados por, no máximo, três pessoas.


Por fim, disse que, quando a situação se normalizar, a Câmara abrirá suas portas para a população e fez um apelo: “Informamos a todos que, em caso de convocação, eles retornarão à Câmara, mas não saiam de casa”, encerrou.