Covid-19: Guti autoriza uso da Cloroquina no tratamento de pacientes com Coronavírus

Prefeito Guti (PSD) liberou o uso da Cloroquina por médicos do município - Crédito: Divulgação

Antônio Boaventura
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Apesar de não ter qualquer comprovação científica de sua eficácia, o prefeito Guti (PSD) autorizou os médicos do município a utilizarem a Cloroquina no tratamento de pacientes que estejam infectados pelo vírus Covid-19. A Organização Mundial da Saúde (OMS) acredita que esta substância possa ser promissora, mas alerta sobre a comprovação da eficácia da mesma na utilização para combater o Coronavírus. Já o Ministério da Saúde liberou o uso do medicamento e publicou um guia para utilização dele.

“Seguindo orientação do Ministério da Saúde, nós, aqui, em Guarulhos (SP), [vamos liberar o uso da Cloroquina]. O médico que achar e tiver convicção e tem que tratar o paciente com Cloroquina ou Hidróxidocloroquina e acredita ser o adequado, ele pode utilizar sem restrição. Guarulhos não impõe nenhuma restrição a esse medicamento”, explicou o prefeito Guti.

De acordo com o chefe do Poder Executivo guarulhense, o médico é o profissional mais adequado para tomar as decisões mais coerentes neste momento, e por isso afirma que não pretende criar obstáculos nos procedimentos adotados para o tratamento dos pacientes com Coronavírus. Até o momento, Guarulhos (SP) registrou 13 mortes e conta com outras 86 sob investigação, 2.611 casos suspeitos, 134 confirmados e outros 386 descartados.

“[O médico] estudou pra isso e é um profissional cientista da área médica. Se ele achar por bem usar, não é a cidade de Guarulhos (SP) que vai impor qualquer tipo de restrição. A gente quer as pessoas bem e curadas. Se tiver métodos e que possam fazer a diferença nas vidas das pessoas vai poder usar. É [uma decisão] mera e exclusiva do médico”, declarou Costa.

Mesmo com nenhuma comprovação científica sobre sua eficácia neste tipo de tratamento específico, Luiz Henrique Mandetta, ministro da Saúde, autorizou o uso da substância, tese exaustivamente defendida pelo presidente Jair Bolsonaro, sem partido. Já a Organização Mundial da Saúde alerta que ainda não há evidências e a segurança para a prescrição e utilização do medicamento.

“Nós já liberamos cloroquina e hidroxicloroquina tanto para os pacientes críticos, que são aqueles que ficam dentro de CTIs, já liberamos para qualquer paciente que se interne no hospital, que sejam aqueles que são os moderados. Isso aí já é o medicamento, já é dispensado, já é entregue, já tem protocolo, e nós estamos analisando agora nessas formas anteriores aos leves, que é onde pode haver ainda algum tipo de senão”, concluiu Mandetta.