Pandemia: cidade ultrapassa 32,5 mil casos de coronavírus

O Centro de Combate ao Coronavírus (CCC) ocupa uma área de 5 mil m², com 3 mil m² de área construída, incluindo tendas, carretas, ônibus e espaço para estacionamento de ambulâncias. Um total de 100 profissionais foram contratados emergencialmente para os atendimentos. Na foto médico que atende as pessoas sem que elas precisem sair do carro, mas a unidade de triagem também atende pedestres. 25/05/2020 - Foto: MARCELLO ZAMBRANA/AGIF - AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA/AGIF - AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA/ESTADÃO CONTEÚDO

No dia 16 de março deste ano, os guarulhenses viram a realidade da cidade rapidamente se transformar. Na data foram confirmados pela Secretaria Municipal de Saúde os dois primeiros casos do novo coronavírus (covid-19) em moradores da cidade.

Dias depois a quarentena foi instituída. Comércios, escolas, bares, restaurantes, todos fecharam as portas. Os guarulhenses foram obrigados a adotarem o isolamento social como medida primordial para não serem vitimados pelo coronavírus.

Desde março até o final de novembro, Guarulhos registrou 32.544 casos confirmados da covid-19. Desse total, 30.358 pessoas se recuperaram. No entanto, foram contabilizados 1.605 óbitos confirmados, além de dois em investigação.

A pandemia foi um desafio para todas as cidades que tiveram que buscar soluções imediatas para enfrentar o inimigo invisível. Em Guarulhos a prefeitura implantou o Centro de Combate ao Coronavírus de Guarulhos (3C-GRU) como medida principal para enfrentar o inimigo invisível.

Primeiro hospital de campanha aberto no Brasil, em 27 de março, após sete dias de construção, o 3C-GRU começou a operar com a central de triagem e atendimento por drive-thru e para pedestres. Em cinco meses de funcionamento, dos cerca de 800 pacientes de alta complexidade que ficaram internados no 3C-GRU, mais de 600 se recuperaram e puderam voltar para casa, além de pouco mais de 120 transferências realizadas, o que representa uma taxa de recuperação de 87,5%. Nesse período, foram contabilizados mais de 39.700 atendimentos no local, incluindo internações, consultas médicas e encaminhamentos para isolamento domiciliar, bem como 89.560 exames (bioquímicos, ultrassom, tomografia computadorizada e raio X) e registrados 86 óbitos.

A rapidez na tomada de decisões por parte da prefeitura foi fundamental para que a maioria dos guarulhenses infectados fosse salva. Agora, no entanto, os desafios na área da saúde ainda prosseguem. Sem a vacina, o coronavírus ainda é uma ameaça constante, mas, além disso outros equipamentos precisam começar a funcionar para que os guarulhenses tenham um atendimento mais eficiente.

Hospital Pimentas Bonsucesso

O Hospital Pimentas-Bonsucesso foi inaugurado em 2006, mas até hoje permanece com dois andares isolados, sem condições de prestar atendimento à população, já que nunca receberam obras de acabamento, hidráulica e elétrica. A prefeitura trabalha para resolver essa questão nos próximos anos. No início do mês, o prefeito Guti esteve em Brasília e solicitou ao ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, recursos financeiros da União com o objetivo de concluir o hospital. Com a ampliação, a unidade poderá oferecer um número maior de leitos e aumentar a oferta de serviços médicos no local.  

HCGru (Hospital da Criança de Guarulhos)

Em junho, o prefeito Guti anunciou que a cidade deverá ter um novo hospital municipal voltado ao atendimento de crianças e adolescentes. Trata-se do HCGru (Hospital da Criança de Guarulhos), que deverá ser construído com recursos da iniciativa privada, a partir do Programa de Parcerias e Investimentos do governo federal. 

O novo hospital, que irá dobrar a capacidade de atendimento ao público entre zero e 17 anos, deve ocupar uma área da Prefeitura na rua Claudino Barbosa, onde hoje funciona uma garagem municipal. Serão 150 leitos, entre internação e apoio, incluindo áreas novas e específicas para traumas, por exemplo. O complexo também contará com setores exclusivos para pacientes que se encontrem em observação ou internação, que serão separados em razão do sexo e da idade.  

Atualmente, o Hospital Municipal da Criança e Adolescente, único público exclusivamente infantil em toda a região do Alto Tietê, funciona em um prédio alugado na região central, com apenas 74 leitos. A Prefeitura gasta, somente em aluguel, R$ 76 mil por mês, além do custeio estimado em aproximadamente R$ 3 milhões por mês.

Hospital da Mulher

O Hospital da Mulher, construído pelo Governo do Estado ao lado no Hospital e Maternidade Jesus, José e Maria (JJM), tem a parte estrutural praticamente concluída, faltando ainda todo o acabamento e a instalação dos equipamentos necessários para seu funcionamento. Quando concluído, irá abrigar todos os serviços ambulatoriais e hospitalares na área de ginecologia, o que atualmente é feito no JJM (uroginecologia, ginecologia endócrina, infertilidade, medicina fetal e outros), atendendo também a mulher vítima de violência, serviço que atualmente é realizado na capital. 

A unidade terá também centro de estudos e setor de apoio diagnóstico, que oferecerá exames como densitometria óssea, estudo urodinâmico, ultrassom e colposcopia. O hospital deverá oferecer ainda leitos para a realização de pequenas cirurgias, como de nódulos de mamas, histeroscopia cirúrgica (para retirada de miomas e pólipos uterinos) e cirurgia de alta frequência para prevenção do câncer de colo do útero, além de leitos de internação. No encontro com Pazuello, Guti também solicitou recursos para a conclusão deste.