Exposição fotográfica promove uma viagem por países, retratando as culturas e afetos

Foto: Divulgação

As comunidades de Heliópolis, em São Paulo, e de Riacho das Almas, no semiárido de Pernambuco, se encontrarão, a partir de 20 de outubro, na Casa das Rosas, em São Paulo. Aos dois municípios brasileiros – tão distantes geograficamente e com realidades tão distintas – juntam-se mais 12 países e uma realidade: como são os lares ao redor do mundo? A viagem faz parte da exposição “Onde mora a esperança”, organizada pela Habitat para a Humanidade Brasil.

A mostra, um fragmento do acervo fotográfico de mais de 6.000 fotos da organização Habitat para a Humanidade, é um passeio por diferentes culturas e pela construção afetiva de memórias de famílias de todos os continentes. A exposição reúne mais de 70 imagens registradas por fotógrafos profissionais e amadores que retratam personagens que nos remetem a uma gama variada de cores, etnias e culturas, e nos convidam a viajar pelos espaços mais íntimos de cada pessoa: o seu lar.

“Onde mora a esperança” é um convite para um “cafezinho” nas casas, mas também uma oportunidade de refletir sobre o direito à moradia. Nessa jornada pelos lares, a Habitat Brasil convida para a reflexão sobre privilégios e a empatia sobre a causa. Só no Brasil, mais de 25 milhões de moradias estão em condições inadequadas de habitação. No cenário global, mais de 20% da população vive em condições precárias e expostas a riscos de saúde.

Para mostrar a realidade diversa do Brasil, a organização reuniu o trabalho de seis fotógrafos e convidou dois profissionais brasileiros a fazerem registros inéditos para a exposição. Maíra Erlich fotografou áreas rurais no semiárido de Pernambuco, em Riacho das Almas, onde a organização desenvolve soluções de acesso à água potável há mais de 10 anos e, mais recentemente, uma iniciativa que levou banheiros para famílias sem qualquer tipo de acesso ao saneamento básico.

Enquanto o fotógrafo Rodrigo Zaim registrou famílias da comunidade de Heliópolis em São Paulo, em que a organização atua com melhorias habitacionais. Rodrigo também fotografou pessoas em situação de rua no centro da cidade que trazem um grande contraste com as demais imagens da exposição, evidenciando que o acesso a uma moradia digna ainda é um sonho distante para muitos.

“A volta ao mundo que essa exposição nos proporciona é um chamado a refletirmos sobre as nossas diferenças e similitudes, compartilhando o planeta onde moramos. É também um convite para atuarmos na construção de um mundo mais democrático e com justiça social. Os cenários são muitos, mas a esperança nos une em cada sonho, em cada conquista, em cada lar”, explica Mário Vieira, diretor executivo da Habitat Brasil.

“É tentador dizer que essas fotos falam por si mesmas. Sim, elas podem falar, mas só se o visitante tiver um olhar atento e empático para a riqueza de detalhes apresentada em cada painel”, diz João Kulcsár, curador da exibição. “A maioria das pessoas tem o sonho de ter um lugar para chamar de seu, que serve de base para os seres humanos encontrarem as necessidades básicas como amor, pertencimento e família, seja ela composta por mães solo, pessoas LGBTQIAP+ ou membros da terceira idade”, complementa.

A exposição “Onde Mora a Esperança”  conta com patrocínio da Onet e da Rodobens, produção da Arquiprom, realização do Ministério do Turismo e apoio da Casa das Rosas.

SERVIÇO

Exposição Fotográfica “Onde Mora a Esperança”

Local: Casa das Rosas – Avenida Paulista, 37, São Paulo.

Data: 20 de outubro a 28 de novembro, das 7h às 22h.

Entrada franca

Sobre a Habitat para a Humanidade Brasil

Habitat para a Humanidade Brasil é uma organização da sociedade civil que, desde 1992, atua para combater as desigualdades e garantir que pessoas em condições de pobreza tenham um lugar digno para viver. Presente em mais de 70 países, a organização promove a incidência em políticas públicas pelo direito à cidade e soluções de acesso à moradia, à água e ao saneamento, em articulação com diversos setores e comunidades. No Brasil, a organização já transformou a vida de mais de 197 mil brasileiros.