Guarulhos terá comitê de políticas para migrantes, refugiados e apátridas

Imagem: Márcio Lino/PMG

A Subsecretaria de Igualdade Racial (SIR) de Guarulhos anunciou nesta terça-feira (26), em cerimônia no Adamastor, a criação do Grupo de Trabalho Intersetorial (GTI) para a implantação do Comitê Municipal de Políticas para Migrantes, Refugiados e Apátridas.

Guarulhos é reconhecida nacionalmente por seu atendimento aos refugiados e essa ação dará um impulso ainda maior a esse trabalho humanitário. O GTI será composto por representantes de vários órgãos da Prefeitura e dos conselhos tutelares, sendo responsável por formular, em até 90 dias, as atribuições, o decreto de constituição e o regimento interno do comitê.

De acordo com estudos da administração municipal, a nova representação é fundamental, já que os reflexos da intensa mobilidade humana são perceptíveis em Guarulhos, considerada importante rota migratória no cenário mundial, especialmente por sediar o maior aeroporto internacional do País, importante porta de entrada da América do Sul.

Nos últimos anos, a Prefeitura vem intensificando os esforços para conhecer o perfil e as demandas dessa população, a fim de garantir acolhimento, direitos e acesso aos serviços e programas. 

O evento contou ainda com duas mesas de discussões e palestras, envolvendo os temas “Acolhimento, Proteção e Garantia de Direitos aos Migrantes, Refugiados e Apátridas” e “Rede de Atenção aos Migrantes, Refugiados e Apátridas”.

Conquista

Durante a cerimônia, o vice-prefeito e secretário de Cultura, Professor Jesus, falou de sua satisfação em ver um grupo tão grande e dedicado trabalhando em prol daqueles que precisam. “Hoje nós demos o passo inicial deste projeto que irá amparar ainda mais esse público em Guarulhos. O desenvolvimento dessas políticas públicas é de extrema importância para o avanço de  nossa cidade enquanto sociedade acolhedora”, afirmou.

“É uma grande felicidade e uma honra fazer parte deste momento histórico para a cidade. Nós somos a maior cidade não capital do país e a única forma de fazer isso é de forma coletiva, por meio do trabalho do município, do estado e das instituições que compõem esse bloco de força para pensar políticass pública”, disse o subsecretário da SIR, Anderson Guimarães.

A atividade foi acompanhada pelo secretário de Direitos Humanos, Abdo Mazloum, e também por Carlinda Tinoco, vereadora; Dalila Figueiredo, presidente da Associação Brasileira de Defesa da Mulher da Infância e da Juventude (ASBRAD); Gisele Netto, representante do Alto-comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR); Guilherme Otero, representante da Organização Internacional para as Migrações (OIM), Bryan Zelmar Sempertegui Rodas, coordenador de Políticas para Imigrantes e Promoção do Trabalho Decente da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo; Maholi Leonet, advogada, migrante venezuelana e membro do projeto Mundo Plural da ASBRAD; Roque Patussi, coordenador do Centro de Apoio e Pastoral do Migrante; padre Paolo Parise, coordenador da Missão Paz e pelo padre Marcelo Maróstica Quadro, coordenador da Cáritas Arquidiocesana de São Paulo.