Cras Acácio insere mulheres indígenas no mercado formal de trabalho

Imagem: Divulgação/PMG

Aos 38 anos, Anna Anny Akanawa, da etnia indígena Xucuru-Kariri, comemora a conquista do primeiro emprego registrado em sua Carteira de Trabalho. Moradora da aldeia multiétnica Filhos desta Terra, em Guarulhos, ela e outras duas mulheres indígenas participaram do processo seletivo da empresa da L & I Destak Embalagens Flexíveis Big Bag Ltda. e foram contratadas no início deste mês. As três contaram com a articulação da Prefeitura de Guarulhos que, por meio das equipes do Centro de Referência da Assistência Social (Cras) Acácio e do Programa Nacional de Promoção do Acesso ao Mundo do Trabalho (Acessuas Trabalho), encaminharam-nas para vagas.

O trio de mulheres é beneficiário do Auxílio Brasil e é assistido pelo Cras, que acompanha a política de segurança alimentar, faz a inserção no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) para a garantia de benefícios, estimula o empreendedorismo para valorizar os produtos artesanais produzidos pelos indígenas e articula a empregabilidade no mercado formal.

De acordo com o assistente social Iran Marques, que atua no Cras como técnico de referência aos povos indígenas do município, a ação da Secretaria de Desenvolvimento e Assistência Social, juntamente com o programa de responsabilidade social Destak Embalagens – fabricante de contêineres flexíveis de rafia que suportam grandes cargas e são usados para embalar produtos a granel –, foi fundamental para a colocação das indígenas.

“Sou agraciado em compor essa luta de reparação histórica junto com a equipe do Cras Acácio, que faz as intervenções dentro das políticas públicas de assistência social, respeitando a cultura e o protagonismo de povos historicamente discriminados”, disse Marques.

Por sua vez, Anna está feliz e faz planos. “Estou amando trabalhar com serviços gerais na empresa. É uma oportunidade que não esperava porque a abertura de oportunidade para os indígenas é muito difícil. Começou com a gente e agora as outras empresas podem ver que os índios têm capacidade. Meu objetivo é crescer e lá na frente me vejo como costureira da empresa”, contou a aldeada.