Guarulhos não atinge meta da OMS para qualidade do ar

Foto: Divulgação/PMG

O monitoramento de qualidade do ar, realizado em Guarulhos através de duas estações, colocadas no Paço Municipal e no Pimentas, apresentou, apesar de confirmar uma melhora durante os últimos anos, valores superiores aos recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Segundo informações do Instituto de Energia e Meio Ambiente (Iema) dadas ao HOJE, em 2021, as duas estações apontaram que o material particulado (MP10 e MP2.5), assim como o Dióxido de Nitrogênio (NO2) também foram superiores ao recomendado. Na estação Guarulhos-Pimentas, o valor encontrado para a MP10 foi de 30 ug/m3, o que representa o dobro ao sugerido pela OMS. Enquanto para MP2.5, ambas as estações marcaram valores anuais de 16ug/m3, representando um valor três vezes maior. No caso do NO2, os valores encontrados também eram duas vezes maiores do que os recomendação da organização.

Uma nota divulgada pelo Iema mostrou que, mesmo em anos pandêmicos, a qualidade do ar da capital paulista também permaneceu inferior ao que a OMS considera seguro para a saúde da população. Segundo o boletim, a organização estima que, no mundo, cerca de sete milhões de mortes são causadas devido a poluição do ar.

Consequências

Um estudo divulgado pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), mostrou que uma qualidade de ar considerada moderada pode afetar exclusivamente crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias e cardíacas, consideradas grupo sensível, que podem apresentar sintomas como tosse seca e cansaço, enquanto uma qualidade de ar ruim pode afetar a população em geral com sintomas como ardência na região dos olhos, nariz e garganta, além de tosse seca e cansaço, enquanto em pessoas do grupo sensível podem ocasionar reações mais sérias a saúde.

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