MMDC: entenda quem foram os heróis paulistas da Revolução Constitucionalista de 1932

Foto: Hoje TV

O entrevistado do HOJE TV desta segunda-feira (27), apresentado pelo jornalista Maurício Siqueira, foi Rodrigo Gutemberg, que é pesquisador de história do movimento paulista chamado Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo (MMDC), durante a Revolução Constitucionalista de 1932. “Há muitos anos eu venho tentado entender, de diversas maneiras, o que foi a Revolução de 32. Com isso, poderei saber o que aconteceu com estado através do grande movimento ocorrido em 9 de julho de 1932”, disse.

Em 22 de maio de 1932, as manifestações nas ruas de São Paulo contra o governo de Getúlio Vargas tomaram vulto. O ministro da Justiça, Oswaldo Aranha, foi enviado para a capital, para conciliar os interesses de Vargas na escolha de um novo secretariado. A intromissão resultou em violentas manifestações, que conquistaram a adesão de integrantes do Exército e da Força Pública (hoje Polícia Militar).

Segundo o pesquisador, Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo morrem na Praça da República. Porém, eles não eram estudantes, como contam os livros de história. “Esse é um conceito popular, eles não eram estudantes, pois quando se pesquisa a biografia de cada um, é possível entender que, provavelmente, somente o Dráusio fosse estudante por conta de sua idade. Todavia, os outros tinham entre 25 e 32 anos, Dráusio era o único com 14. Sendo assim, os outros não tinham idade escolar”, afirmou.

Gutemberg acrescentou que nessa história existe também um quinto homem, conhecido como Alvarenga, que veio a falecer no dia 12 de agosto, quando o MMDC já existia e havia sido decretado como utilidade pública pelo governador do Estado de São Paulo da época, Pedro de Toledo. “Esse, como morreu bem depois, não teve seu nome na sigla MMDC, instituição secreta criada para organizar o estado para realizar um levante militar. Além deles, mais 20 pessoas foram alvejadas no dia do movimento paulista. Posteriormente tentaram incluir o nome do Alvarenga, com a letra A na sigla, porém, verificou-se através de pesquisas e como ele mesmo deixou registrado ao pai do Dráusio no hospital, que ele não tinha nada a ver com o ocorrido. Ele estava passando pela praça no dia por um mero acaso”, finalizou.

O programa vai ao ar de segunda-feira a sexta-feira, das 8h às 9h, e pode ser acessado através do Facebook (guarulhoshoje), Youtube (HOEJ TV) ou pelo site www.guarulhoshoje.com.br.

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