Ação do DAEE recupera área de 10 mil m² com plantio no Sítio da Candinha

Acervo: Arquivo Histórico Municipal Araci Borges

O Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE) concluiu o plantio do projeto de restauração e enriquecimento florestal do Parque Natural Municipal da Cultura Negra – Sítio da Candinha, em Guarulhos. Os trabalhos recuperaram uma área de mais de 10 mil metros quadrados.

No Sítio da Candinha, foram plantadas 2.065 mudas de espécies nativas da Mata Atlântica, entre elas Dedaleiro, Paineira, Canudo-de-Pito, Cedro Rosa, Pau Viola, Tarumã, Ingá, Tingui, Angico do Morro, Sangra d’Água, Aroeira Pimenteira, Jacarandá da Bahia, Capixingui, Aldrogo, Candeia Branca, Laranja de Macaco, Monjoleiro, Guapuru (ou Jabuticaba) e Guarupuruvu. 

Segundo o engenheiro agrônomo Osmar Yukio Kian, responsável pela gestão dos serviços de plantio e restauração da área, “as ações de reflorestamento trazem equilíbrio ao meio ambiente, aumentando a biodiversidade e protegendo a fauna. Atraem também espécies de forma natural por oferecer uma área segura, gerando um ambiente perfeito e, consequentemente, contribuindo para que espécies migratórias e nômades retornem e algumas até permaneçam no local”, explica o engenheiro.

A restauração ecológica em área cedida pela Prefeitura é uma contrapartida da canalização do rio Baquirivu–Guaçu, que visa o combate de enchentes no entorno do Aeroporto Internacional de Guarulhos.

A compensação foi firmada por meio do Termo de Compromisso de Recuperação Ambiental, que contempla técnicas de restauração por meio de reflorestamento, condução da regeneração natural e plantio de mudas nativas. Tais ações dão vida a pequenas florestas e restauram o solo com uma grande variedade de espécies; além de contribuir para regulação climática. Nessa área o investimento foi de quase R$ 110 mil e o monitoramento das mudas segue por mais 60 meses.

Ações semelhantes foram realizadas pelo DAEE para restaurar áreas no Parque Estadual Itaberaba, em Santa Isabel; na Estação Ecológica, de Mogi-Guaçu e no Parque Estadual do Rio Turvo, no Vale do Ribeira.

Canalização do rio Baquirivu-Guaçu

A segunda fase das obras de canalização de três quilômetros do Baquirivu está em fase final e deve ser concluída ainda neste semestre. Quando concluído, o investimento permitirá que o rio suporte uma vazão de 300 mil litros de água por segundo, o que vai reduzir a possibilidade de enchentes na região. A ação recebeu investimento de R$ 80,5 milhões, com recursos do Governo do Estado de São Paulo, e está sendo feita entre as alças de acesso ao Aeroporto na Rodovia Hélio Smidt até a Avenida Natalia Zarif, e a foz do córrego Cachoeirinha. Em 2019, o DAEE também canalizou um trecho de 2,7 quilômetros do rio – entre a foz, quando ele deságua no Tietê, e a avenida Natália Zarif, próximo ao Parque Cecap, em Guarulhos. As obras aumentaram a capacidade de vazão do canal, evitando enchentes na região.

- PUBLICIDADE -