Após roubo de querosene, Cumbica pediu para aviões não abastecerem no local

Após roubo de querosene, Cumbica pediu para aviões não abastecerem no local

Um furto de querosene de aviação que aconteceu na semana passada levou a concessionária do aeroporto de Guarulhos a pedir que as companhias aéreas deixassem de encher o tanque de suas aeronaves em Cumbica temporariamente.
Segundo a Transpetro, responsável pelo fornecimento, o furto de combustível em um oleoduto no município foi descoberto na madrugada de domingo (25) e causou interrupção temporária no abastecimento.

Após a identificação do crime, a concessionária GRU Airport enviou um comunicado às companhias aéreas informando que foram mais de 24 horas de buscas até a identificação do problema, com duas suspensões no abastecimento.
“Em função disso, solicito a todas as empresas aéreas que abasteçam suas aeronaves com destino a Guarulhos em sua capacidade máxima em suas origens, de forma a abastecer o mínimo após seu pouso” em Guarulhos, escreveu Miguel Dau, diretor de operações da GRU Airport.

Viajar com o tanque levando mais combustível que o necessário não é interessante do ponto de vista dos custos. O avião que viaja com tanque mais pesado precisa consumir mais combustível. O ideal seria abastecer só o necessário em cada parada, liberando peso adicional para levar outro tipo de carga.
Segundo Dau, o aeroporto teria combustível até segunda-feira para manter o consumo normal de Cumbica, e o procedimento de abastecimento na origem evitaria o consumo de combustível em Guarulhos, aumentando a autonomia do aeroporto.

A Transpetro diz que não chegou a acontecer vazamento, “o duto voltou a operar na manhã de domingo e o abastecimento foi restabelecido”.
Procurada, a GRU Airport disse que suas operações não foram afetadas e que, quando comunicado, o aeroporto acionou imediatamente o plano de contingência para assegurar o abastecimento, que foi executado conforme o previsto por todas as empresas. “Detalhes sobre falhas no abastecimento são de responsabilidade da empresa responsável pelo fornecimento de combustível no aeroporto”, disse a GRU.

O episódio vem na esteira de uma alta nos roubos no país. O Estado de São Paulo registrou em 2017 o maior volume de roubos de carga em um só ano desde 2001, com 10.584 crimes. Esse resultado significa incremento de 6,6% em comparação a 2016, ano em que também houve meses com aumentos recordes.
Em dezembro, a Polícia Civil desmantelou um esquema de furto de diesel em oleodutos da Transpetro, em Santo André. O crime foi descoberto quando a Transpetro identificou uma intervenção clandestina em sua rede de dutos enterrada no solo, que foi alcançado pelos criminosos com a construção de um poço e um túnel.

(Folhapress)

Foto: Sidnei Barros

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