Covid-19: Sem perspectivas, empresários entendem que canais eletrônicos dão sobrevida ao comércio

Whatsapp têm sido a principal ferramenta utilizada por comerciantes para manterem suas atividades econômicas - Crédito: Ivanildo Porto

Antônio Boaventura
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A pandemia provocada pelo Covid-19 não causou estragos apenas no sistema de saúde público e privado, mas também prejudicou o desenvolvimento econômico das mais variadas atividades. Com menos de 24 horas do dia das mães, os empresários demonstram pouco otimismo e perspectivas de terem bons resultados com vendas de serviços e produtos. Alguns comerciantes revelam que a queda na aquisição de bens em seus estabelecimentos chega a até 80% em relação ao período anterior a propagação do vírus.

Para reduzir os impactos recorrentes do vírus, comerciantes de gêneros diversos estão apostando no alcance das plataformas de comunicação da rede social para manterem ativas as atividades de seus estabelecimentos. Uma dessas ferramentas é o Whatsapp, que serve como mecanismo de atendimento aos clientes. No entanto, eles relatam que as vendas por estes meios, ainda, é tímida e apontam o desânimo dos clientes em virtude do atual momento como principal vilão da atividade econômica.

“A situação é crítica. Nós estamos nesse momento buscando meios para manter a sobrevivência do nosso comércio. A queda é de 80%. Antes da pandemia nosso comércio não tinha costume de vendas por aplicativo, tínhamos as redes sociais, porém, a utilizávamos para informações e postagens. Não éramos focados em vender online, por isso essa queda enorme”, disse Ricardo, dono de uma loja de roupas no Jardim São João.

Em contrapartida, Sílvio Alves, presidente da Associação Comercial e Empresarial (ACE) de Guarulhos (SP), não demonstra otimismo com relação ao resultado das vendas relacionada ao dia das mães deste ano. Para aliviar os prejuízos causados nos últimos 50 dias em decorrência do Coronavírus, ele revelou a realização de campanhas e até ações de estímulo ao comércio eletrônico e ou virtual, além de classificar a atual situação econômica como um grave problema a ser solucionado.

“A situação do comércio para essa data que é a segunda mais importante do ano para o setor, não poderia ser mais crítica diante dessa quarentena. A ACE-Guarulhos incentivou as vendas online e promoveu sorteios entre associados, mas sem dúvida o Dia das Mães de 2020 será muito ruim para todo o comércio da cidade em termos de resultado. É um problema sério nunca vivido por nossa sociedade. Espero que tudo se resolva o mais rápido possível”, afirmou o presidente da ACE-Guarulhos, Silvio Alves.

Já Gabriel Mas, proprietário de um restaurante na região central, entende que não há perspectiva para o futuro, mas que aposta nas plataformas de comunicação da rede social para manter suas atividades. Contudo, o empresário revelou que as vendas caíram cerca de 80% e o movimento comercial está à quem das expectativas. “Para driblar as dificuldades e recuperar um pouco das vendas montamos um cardápio para o dia das mães e estamos apostando no retorno do sistema delivery e interação pelo Whatsapp”, encerrou.