Oratória de presidente do Conselho Municipal de Saúde provoca fim de sessão parlamentar

Antônio Boaventura

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Inscrito para discursar na Tribuna Livre da sessão parlamentar desta terça-feira (13), Rogério Oliveira, presidente do Conselho Municipal de Saúde, foi o pivô do encerramento dos trabalhos legislativos. Líderes daquela Casa de Leis afirmaram desconhecer o motivo do encerramento, que se deu poucos minutos depois das 14h.

“Cheguei trinta minutos antes e visualmente tinha quórum, mas infelizmente o presidente encerrou. Não sei se teria algo a ver com o pronunciamento, mas eles iriam fazer um manifesto aqui. Espero que na quinta-feira eles possam falar e ter sessão normal”, explicou o vereador Edmilson Souza (PT), líder da oposição ao governo do prefeito Guti (PSB) na Câmara.

Em contrapartida, Oliveira revelou que seu pronunciamento teria o teor de crítica a administração pública por conta do longo período para a realização de exames de sangue, fezes e urina, que segundo ele, estão sendo agendados para o mês de dezembro desse ano. O mesmo também ressaltou que desta maneira pode sobrecarregar a fila de atendimentos de urgência e emergência.

“A demanda reprimida está muito grande. Alguns casos seriam fáceis da gestão resolver como os de oftalmologia de adulto e infantil. Está um absurdo. São 30 mil casos na fila de espera. Não tem tratamento de câncer e as pessoas estão morrendo no município sem o tratamento. Eles também reduziram o número de exames”, disse Oliveira.

Já o vereador Eduardo Carneiro (PSB), líder do governo do prefeito Guti na Câmara, pediu maior participação do conselheiro maior na gestão da saúde no município, além de destacar que a presença do mesmo não teria sido o motivo pelo cancelamento da sessão parlamentar desta terça-feira.

“O presidente do Conselho Municipal de Saúde é uma pessoa totalmente alienada. É um cara que se definiu opositor ao governo e usa o cargo dele pra fazer política. Ele deveria usar o cargo pra se preocupar com a saúde da cidade. Eu nem sabia, mas ele terá outras oportunidades para falar ou talvez gritar. É uma pessoa totalmente desequilibrada”, concluiu.

Foto: Ivanildo Porto