Covid: Falta de médicos e profissionais restringe atendimentos em SP

Foto: Marlon Costa/AE

O aumento no número de casos de covid-19, principalmente devido à variante Ômicron, e da gripe H3N2 está fazendo com que os hospitais de todo o estado restrinjam o atendimento da população. Isso porque muitos são os médicos e outros profissionais afastados devido às doenças.

Em todo o Estado de São Paulo, entre os 172 mil trabalhadores da área médica, 1.754 estão afastados do atendimento nesta terça-feira (11), segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde. Em Guarulhos, a Prefeitura detectou que há pelo menos 44 servidores da Secretaria de Saúde afastados por diagnóstico de covid-19 e outros 20 por suspeita.

Na capital o pronto-socorro do Complexo Hospitalar de Heliópolis fechou a triagem para os pacientes e só atendimentos de urgência como fraturas expostas, pessoas baleadas, facadas, entre outros, estão sendo feitos.

Pacientes que procuraram o local nos últimos dias foram orientados a buscar outras unidades de saúde na região, como o AMA Sacomã, onde o tempo de espera para um atendimento no pronto-socorro é de quatro a cinco horas.

Na última quinta-feira (06) a Prefeitura de São Paulo divulgou uma estimativa apontando que o número de casos de síndrome gripal com confirmação laboratorial para covid-19, ou seja, de pacientes com sintomas leves de coronavírus na cidade, pode ser o dobro do registrado no pico da pandemia do coronavirus em abril de 2021. 

Os dados, no entanto, não correspondem a todos casos confirmados de Covid-19 porque levam em consideração apenas os pacientes com sintomas gripais leves, e excluem os internados. Atualmente, as informações sobre o conjunto de casos confirmados de covid-19, leves ou graves, estão prejudicadas pelo apagão de dados nos sistemas do Ministério da Saúde.