Geração de empregos é a principal meta de Luiz Marinho para Guarulhos

Antônio Boaventura
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Candidato pelo Partido dos Trabalhadores na disputa pelo Governo do Estado, Luiz Marinho, ex-prefeito de São Bernardo do Campo, revelou em entrevista ao HOJE, que tem como principal propósito para Guarulhos, caso seja eleito, trabalhar para ampliar o número de postos de emprego. Ele afirmou também que pretende colocar em prática propostas que possam atrair investimentos internacionais para o setor logístico e ampliar o desenvolvimento do município.

“O número de empregos gerados em Guarulhos ainda deixa a desejar. Para se ter uma ideia, de janeiro a agosto deste ano, foram admitidos quase 75 mil trabalhadores, mas, no mesmo período, demitidos quase 72 mil, de acordo com o Caged. Ou seja, uma cidade do porte de Guarulhos, com mais de 1,3 milhão de habitantes, não conseguirá se desenvolver e resolver seus problemas estruturais gerando apenas pouco mais de 3 mil novos postos de trabalho”, explicou Luiz Marinho.

Guarulhos foi administrada por 16 anos pelo PT, que teve neste período os ex-prefeitos Elói Pietá, candidato a deputado federal, e Sebastião Almeida, atualmente no PDT e postulante a uma cadeira no Congresso Nacional. Marinho entende que políticas utilizadas não estão sendo capazes de promover a evolução da cidade, e por isso ele entende que a melhor alternativa para o progresso é a criação do Banco de Desenvolvimento e Fomento.

“A exemplo de outras grandes cidades do Estado, infelizmente não conseguiu ainda transferir para boa parte da população a riqueza que produz para o país. Uma de minhas primeiras ações, por isso, será a criação de empregos. Um dos caminhos é criar um banco de desenvolvimento e fomento para dar crédito a juro baixo para lojistas, pequenos comerciantes, empreendedores”, disse o petista.

Por fim, o candidato do PT ressalta que está acompanhando a discussão sobre a concessão do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) para a Sabesp, que será responsável pelo abastecimento pleno de água no município e por aproximadamente 48% do tratamento de esgoto. Esta ação do atual governo está tramitando na Câmara Municipal.

“Já ressalto que, no meu governo, enquanto houver esgoto sem tratamento nas cidades atendidas pela Sabesp, os acionistas não irão receber dividendos por meio das bolsas de São Paulo e Nova York. A Sabesp voltará a ser uma empresa que precisa atender a seu principal acionista: a população de São Paulo”, concluiu.