Educação: Sindicato dos Metalúrgicos tem posição contrária ao retorno das aulas em meio à pandemia

Antônio Boaventura
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O Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos e Região manifestou nesta quarta-feira (09) sua posição contrária ao retorno das aulas em meio à pandemia provocada pelo covid-19. De acordo José Pereira, presidente daquela entidade sindical, a Prefeitura de Guarulhos acertou ao não adotar as medidas propostas pelo Governo do Estado de São Paulo e ressaltou que este tipo de atividade social só pode ser retomada com a disponibilidade da vacina.

Além de Pereira, participaram do encontro online entre representantes da Administração Pública e sindicais Walter dos Santos, pela UGT, Alvaro Egea, CSB; e Wagner Menezes (Marrom), pela CUT. Pela Prefeitura participaram Bruno Moreira, subsecretário do Governo, e Fábia Aparecida Costa, subsecretária da Educação. O movimento sindical de Guarulhos é contra reabrir escolas em meio à pandemia do covid-19.

“Ninguém tem o direito de expor a segurança de alunos, professores e também de pais de alunos. Não aceitamos que a busca de lucro por escolas privadas coloque em risco vidas humanas”, declarou José Pereira.

Apesar da flexibilização prevista pelo Plano São Paulo, programa de retomada econômica elaborado pelo Governo do Estado de São Paulo em meio à pandemia provocada pela covid-19, Guarulhos descartou a retomada das aulas presenciais, que estavam previstas para retorno nesta terça-feira (08). O município está na fase amarela da proposta do Executivo Estadual desde o dia 13 do mês de julho.

“O nosso posicionamento é contrário. Não é o momento de voltar as aulas e pelo trabalho que a prefeitura realizou para conter o vírus será um retrocesso muito grande. A França e o Reino Unido estão voltando atras. Somos contra voltar esse ano”, explicou Pereira.

O dirigente sindical também entende que a retomada das atividades escolares possa acontecer apenas quando existir uma vacina eficaz no combate aos danos causados pelo vírus à saúde humana. O mesmo destacou as dificuldades econômicas que as instituições particulares estão enfrentando, mas acredita que é necessário neste momento preservar a vida.

“Só pode voltar quando tiver uma vacina. A criança não tem controle e os profissionais que trabalham com elas estão na faixa de risco. Caso seja retomada, vamos criar uma avalanche de mortes. Entendo que as escolares particulares estão com dificuldades, mas não é colocando as vidas em risco que vamos resolver esse problema”, concluiu.

Sem apresentar maiores detalhes, o governo guarulhense afirmou que as aulas continuam suspensas até o dia 30 deste mês, incluindo a rede privada. Antes desta data, a prefeitura, através da Secretaria de Educação, deve definir o retorno ou não das aulas. As cidades que aderiram a proposta do Governo do Estado poderão recomeçar as aulas com conteúdo normal no dia 07 do próximo mês. No entanto, a decisão de reabrir as escolas pertence aos municípios.

O relaxamento parcial das medidas para retorno das aulas prevê o máximo de 20% dos alunos. Para que o município possa desfrutar deste princípio é necessário estar há pelo menos aproximadamente 30 dias na fase amarela da proposta de retomada econômica apresentada pelo governo paulista para atenuar os efeitos causados pela pandemia dentro da economia.