Condemat pede apoio do Ministério Público Federal para envio de mais vacinas

A direção do Condemat – Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê solicitou o apoio do Ministério Público Federal para que a região seja atendida com mais doses de vacina contra a Covid-19 destinadas aos trabalhadores da saúde. Em reunião virtual nesta semana com a participação de secretários municipais de Saúde e representantes da Secretaria de Estado da Saúde e do Ministério da Saúde, foi exposto o déficit de imunizantes para o grupo prioritário e exposta outras dificuldades na operacionalização dos planos Nacional e Estadual de Imunização contra a Covid-19.

Os 12 municípios da região do Condemat imunizaram cerca de 70 mil trabalhadores da saúde e de acordo com a Secretaria do Estado de Saúde todas as doses destinadas para o atendimento desse público já foram disponibilizadas nos três primeiros lotes da campanha. No entanto, um levantamento atualizado da Câmara Técnica de Saúde aponta um déficit de 30% nesse quantitativo.

“A estimativa é de que cerca de 29 mil trabalhadores de saúde da região não receberam nem a primeira dose da vacina, sendo que grande parte deles está atuando na linha de frente no combate à pandemia. Estamos cobrando providências, tanto do Governo do Estado, quanto do Ministério da Saúde, desde fevereiro e até o momento não tivemos retornos. O déficit de imunizantes para esse público tem se agravado agora com as novas contratações de trabalhadores, mediante a ampliação de leitos que vêm ocorrendo na região”, ponderou a coordenadora da Câmara Técnica de Saúde, Adriana Martins.

Ainda que mais evidentes nos trabalhadores da saúde, a insuficiência de doses atinge também outros grupos prioritários. “A abertura de novos grupos e novas faixas etárias de idosos, sem que o grupo anterior tenha sido completamente imunizado, também tem prejudicado a campanha e ocasionado uma lista de espera também entre os idosos de faixa etária cujas doses já foram encerradas por parte do Estado”, ressaltou a coordenadora, ao lembrar que o cálculo de doses por grupo considerou o público imunizado na Campanha da Gripe de 2020, que não tinha o mesmo apelo da Covid-19 e ocorreu já no período da quarentena, com muitas pessoas optando por não sair de casa para se vacinar.

Além da falta de vacinas, as dificuldades na comunicação do Governo do Estado com os municípios também foram apontadas durante a reunião, principalmente a falta de uma programação preliminar de envio de vacinas.

“Esta integração dos órgãos é a melhor forma para enfrentarmos a pandemia. Vamos acompanhar a execução dos compromissos assumidos com os municípios e buscar eventuais sugestões de soluções imediatas para abrandar a situação vivenciada nos municípios”, disse o procurador da República, Guilherme Rocha Gopfert.