Xiaomi quer se igualar à Apple em ‘produtos e experiência’

Foto: Reprodução/MacMagazine

Aos poucos, a Xiaomi está perdendo a imagem de uma marca que fabrica apenas dispositivos acessíveis para entrar no mercado de smartphones topos-de-linha e, segundo o CEO da chinesa, Lei Jun, eles querem se tornar a marca de smartphones premium mais vendida na China em três anos, passando até mesmo a Apple. As informações são do South China Morning Post.

Para atingir esse objetivo, a Xiaomi investirá ¥100 bilhões (cerca de US$15,7 bilhões) em pesquisa e desenvolvimento (P&D) nos próximos cinco anos a fim de igualar seus produtos e a experiência do usuário com as linhas de produtos da Apple, de acordo com um post de Jun no Weibo.

O executivo disse que essa é a única maneira de a empresa “alcançar o status de alta qualidade”. Nesse sentido, a Xiaomi já formou uma equipe para formular sua estratégia de projetar, produzir e vender ainda mais dispositivos – uma vez que os planos também envolvem a abertura de 20.000 novas lojas na China, além das 10.000 que a empresa já opera no país. Nosso objetivo é nos igualar totalmente a Apple em termos de produto e experiência, e nos tornar a maior marca de ponta da China nos próximos três anos. Essa será uma batalha de vida ou morte para o nosso desenvolvimento.

A Xiaomi define telefones premium como aqueles com preço igual ou superior a ¥3 mil (cerca de US$470) ao todo, a empresa tem hoje oito modelos nessa categoria. Comparativamente, o iPhone 13 custa a partir de US$700 e, o iPhone 13 Pro parte de US$1.000.

Fora da China, os dispositivos da Xiaomi são vendidos principalmente na América Latina, na Europa Ocidental e no Oriente Médio. No terceiro trimestre de 2021, a empresa vendeu 18 milhões de smartphones premium em todo o mundo, um aumento de 180% em relação ao ano anterior.

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