O presidente da Câmara Municipal, Professor Jesus (DEM), assinou ontem memorando encaminhado ao setor jurídico da Casa de Leis para o início do processo de reintegração do espaço ocupado desde a semana passada por estudantes. A decisão foi tomada após denúncias de que os ocupantes mantiveram relações sexuais no plenário.

Novamente a presença dos alunos secundaristas de diversas escolas públicas e universitários da Unifesp nas dependências do Legislativo inviabilizou a realização da sessão ordinária desta quinta-feira. Segundo o presidente, na última quarta-feira (26) houve uma conversa para que os estudantes desocupassem o plenário até ontem de manhã, o que não aconteceu. “Infelizmente eles não vão sair e eu acabei entrando com o pedido de reintegração de posse, aguardando agora o Judiciário tomar as cabíveis decisões”, afirmou.

Os alunos permanecem nas dependências do Legislativo desde a última quinta-feira (20) protestando contra a PEC 241 e a Medida Provisória 746, de reforma do Ensino Médio. Conhecida como a PEC do Teto dos Gastos Públicos, ela estipula limite para despesas primárias federais nos próximos 20 anos e irá congelar investimentos públicos em diversas áreas, afetando diretamente setores como a educação, a segurança e a saúde.

Eles condicionaram a desocupação do plenário da Câmara à derrubada da PEC e da Medida Provisória pelo Governo Federal. No entanto, garantem que não pretendem deixar o espaço, mesmo com o pedido de reintegração.
Em uma rede social o grupo eles afirmam que estão sendo pressionados a desocupar, mas que não sairão. “Esta ocupação tem desde o princípio a intenção de dialogar com a comunidade e conseguir construir um debate político aprofundado em relação aos ataques temerosos à saúde e educação públicas, e a assustadora conjuntura política”, afirma o comunicado do grupo.

Reportagem: Rosana Ibanez

1 COMENTÁRIO

  1. Aliás, na realidade, os poucos pseudos “estudantes”, que invadiram a câmara, não passam de instrumentos de algum partido político, pois que, não demonstram em nenhum momento, ter uma pauta, que diga respeito ao que querem na verdade, ou seja, estão somente chamando atenção, para algo, que nem eles sabem o que é, portanto, as autoridades, já deveriam ter colocado um fim, nesta “baderna”, que é o que estamos vendo.

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