Sem licitação para iluminação pública, cidade poderá começar 2017 no escuro

Caso a prefeitura não realize a licitação para a contratação da empresa que assumirá de fato a manutenção da rede de iluminação pública, os guarulhenses poderão começar 2017 no escuro. A informação foi confirmada ontem pelo secretário de Obras, Marco Antonio de Toledo.

Segundo ele, atendendo a uma exigência do Ministério Público a licitação será feita de forma separada entre a manutenção, modernização e ampliação do serviço. Atualmente os certames para a manutenção, com valor de R$ 3,8 milhões, e para a ampliação, com valor de R$ 4 milhões, estão concluídos e aguardando um posicionamento do Departamento de Compras e Contratação (DCC).

“Esses dois processos estão no DCC e deve-se autorizar nos próximos dias para publicar. Para isso continuar em ordem é imperativo que faça a licitação. Caso não seja feita, entre março e abril do ano que vem vamos voltar a ter esse problema”, explicou Toledo durante audiência pública sobre o projeto de Lei Orçamentária Anual – LOA 2017.

Uma empresa chegou a vencer a licitação realizada pela prefeitura neste ano. No entanto, a Justiça acatou uma ação civil pública movida por uma advogada do Paraná e cancelou o certame. Com isso, uma contratação emergencial foi feita. “Já estávamos montando as equipes próprias da prefeitura e o governo achou por bem fazer essa contratação. Se o município não tivesse feito nada de junho pra cá, levando em consideração que a cada mês somam-se novos pontos apagados, estaríamos com 21 mil lâmpadas apagadas”, explicou.

De acordo com o secretário, no total Guarulhos conta com 57 mil pontos de iluminação onde mensalmente, 1.500 lâmpadas se apagam, em média. As quatro equipes da prefeitura consertam mil pontos por mês e a empresa contratada, com 12 equipes, realiza reparos em sete mil pontos. “Tivemos um passivo deixado pela EDP Bandeirante de 12 mil lâmpadas, era só questão de tempo para o município entrar em colapso”, afirmou.

Reportagem: Rosana Ibanez