Aeronáutica pericia local de queda de helicóptero que matou 4 em SP

Peritos do Quarto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa IV) passaram a manhã desta segunda-feira (5) em busca de indícios que possam esclarecer o motivo da queda do helicóptero com quatro vítimas fatais, no final da tarde de domingo (4), na estrada da Barrinha, em São Lourenço da Serra, na Grande São Paulo, distante cerca de 60 quilômetros da capital paulista.

Morreram no acidente, além do piloto, um homem e duas mulheres, entre elas Rosemeire Nascimento Silva, que estava vestida de noiva e seguia para seu casamento em um sítio daquela região. Ela e o irmão, que também estava no voo, Silvano Nascimento Silva, foram sepultados no final da tarde de ontem (5), no cemitério Parque dos Ipês, em Taboão da Serra.

De acordo com a Agência de Aviação Civil (Anac), a aeronave estava com o Certificado de Aeronavegabilidade (CA) e a Inspeção Anual de Manutenção (IAM) em dia. Conforme o Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB), a matrícula era PR-TUN. O helicóptero tinha capacidade para transportar até três pessoas.

Já a Polícia Civil de São Lourenço da Serra, na Grande São Paulo, investiga a hipótese de que o helicóptero Robinson 44 tenha colidido com uma árvore. Outra hipótese analisada pelo delegado Flávio Luís Teixeira, é que as condições climáticas, no momento do acidente, tenha contribuído para a queda da aeronave.
Morreram no acidente a auxiliar de enfermagem RosemeIre do Nascimento Silva, 32, que estava vestida de noiva a caminho do seu casamento; o irmão dela, Silvano Nascimento da Silva; a fotógrafa Nayla Cristina Neves, que estava grávida; e o piloto Peterson Pinheiro. Os corpos de Rosemeire e Silvano seriam sepultados no final da tarde de ontem em Taboão da Serra, na Grande SP.

Noiva faria surpresa ao futuro marido na festa

A noiva que morreu no acidente de helicóptero na tarde deste domingo (4) queria surpreender o noivo chegando ao casamento a bordo da aeronave. Rosemere ia se casar com Udirley Marques Damasceno, 34, chaveiro. Ela e outras três pessoas – incluindo seu irmão e a fotógrafa do casamento – voavam em direção ao sítio Recanto Beija-Flor, em São Lourenço da Serra (Grande SP), onde haveria a festa.
Uma das únicas pessoas que sabia da surpresa era Carlos Eduardo Baptista, administrador do espaço. Ele afirma que tudo estava pronto para a cerimônia, mas a noiva não chegava. Ele ligou para a empresa responsável pelo voo e também para a polícia a fim de descobrir o motivo do atraso.

“Quando ficou confirmado que os quatro tinham morrido, chamei o pastor e o noivo para a dar a notícia. Ele ficou chocado, chorou muito”, diz. Ele afirma que em seguida deu a notícia também aos convidados. Como os noivos eram evangélicos, um pastor celebraria a cerimônia, que seria validada também por um juiz. Em seguida, haveria um jantar para os convidados, sem distribuição de bebidas alcoólicas.

‘Nos faz pensar na vida’, diz pastor de casamento

Seria mais um dia de celebração de casamento, rotina que se repete há anos para Domingos da Silva, 73, pastor da igreja Missão Evangélica Casa de Oração. O último domingo (4), no entanto, foi marcado pela tragédia que terminou com a morte de quatro pessoas em um acidente de helicóptero, entre elas a noiva Rosimeire do Nascimento da Silva.

“A reação das pessoas, no início, foi de incredulidade. Depois, veio a dor”, disse o pastor. “Esse luto nos faz pensar na vida.” A notícia da queda do helicóptero, que além de Rosimere levava seu irmão, uma fotógrafa grávida de seis meses e o piloto, foi transmitida a ele pelo dono do espaço, o Recanto Beija-Flor, Cláudio Baptista.
“Foi um momento de muita dor. Estavam todos a postos para a cerimônia, aguardando a entrada da noiva. Inclusive as daminhas de honra”, lembrou.
Peterson Pinheiro, 33, piloto do helicóptero, era experiente e conhecia bem o modelo Robinson 44, usado no momento do acidente, afirmaram à reportagem amigos da vítima. era piloto há seis anos e, há quatro, trabalhava com o modelo usado no dia do acidente.