O embate entre os ex-comissionados da administração pública e o prefeito Guti (PSB) ganhou mais um novo capítulo nesta terça-feira (11). Ainda sem receber suas indenizações trabalhistas, os funcionários demitidos no dia 1º de janeiro protestaram mais uma vez em busca de sensibilizar o governo em relação ao pagamento das rescisões.

“Lamentável! Nós só queremos receber os nossos direitos. Nada mais do que isso. Eu fui dispensada com 6 meses de gestação. Estou totalmente desamparada. Tenho férias para receber e não recebi. Estou sem condições para fazer o enxoval da minha bebê”, explicou Gislaine Oliveira, de 27 anos, que trabalhava no Hospital da Criança e do Adolescente desde 2013.

Já Tatiana Camilo, 35, que prestava serviço no Procon, criticou a postura do prefeito em relação aos ex-comissionados. Ela também revelou que no último encontro, ele se propôs a realizar os pagamentos, porém, com respaldo jurídico.

“O Guti diz que quer pagar, mas somente com o respaldo da parte jurídica. Mais estranheza é ele falar que os cargos são inconstitucionais e criar 1.169 cargos comissionados a favor dele”, reclamou.
Durante a coletiva dos 100 dias de seu governo, Guti afirmou que os pagamentos aos funcionários demitidos precisam ser avalizados pelo jurídico da prefeitura ou através de decisão judicial. A Justiça emitiu nos últimos dias pareceres desfavoráveis para alguns dos ex-comissionados.

“Ninguém mais do que eu quer pagar os direitos [dos ex-funcionários]. Mas, para isso eu preciso de uma decisão judicial para fazer os pagamentos. Caso encontrem alguma maneira para fazer isso, vamos negociar”, concluiu o prefeito.

Reportagem: Antônio Boaventura
antonio.boaventura@guarulhoshoje.com.br

Foto: Ivanildo Porto

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