Audiência no TRT-SP define os rumos da greve dos servidores municipais nesta 6ª

Insatisfeitos com o reajuste salarial de 2% proposto pelo prefeito Guti (PSB), servidores municipais decidiram, em assembleia realizada nesta quinta-feira (18) na Praça Getúlio Vargas, pela decretação da greve por tempo indeterminado. Entretanto, audiência de conciliação está marcada para esta sexta-feira (19) no Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo (TRT-SP) e deverá definir de forma definitiva pela continuidade ou não da paralisação.

Em decisão do TRT-SP ficou determinado que a greve era legítima e seria necessário a manutenção dos serviços em 70% do quadro do serviço funerário, do Hospital Municipal de Urgências (HMU), e das Policlínicas Paraíso, Alvorada, Maria Luíza, Bonsucesso e Paraventi. Os demais departamentos da administração municipal poderiam aderir ao movimento grevista em sua totalidade.

“Dessa vez ficou bem claro que podemos fazer essa greve e que é correta. Nós vamos convidar aqueles que ainda resistem em aderir ao nosso movimento. Ela é uma demonstração para esse governo que o servidor público não vai aceitar ser feito de bobo”, disse o secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública de Guarulhos (Stap), Rogério Oliveira.

A assembleia desta quinta mobilizou cerca de 2 mil trabalhadores, segundo o sindicato, que deixaram a praça Getúlio Vargasem direção ao Paço Municipal, no Bom Clima. “Quero destacar a importância do servidor público fazer esse enfrentamento logo no início do mandato do prefeito Guti. E ninguém que possua mandato vai ter a oportunidade de fazer discurso. Infelizmente, num passado não tão distante, a gente acabou ajudando uma pessoa a se eleger”, declarou o presidente do Stap, Pedro Zanotti.

O dirigente sindical também afirmou que em manifestações anteriores, o prefeito Guti teria se utilizado do momento para benefício próprio. Ele entende, que o discurso proferido pelo, agora, chefe do Executivo não foi digno da proposta de reajuste apresentada por ele ao servidor público.
“Mas, diante desta traição e dessa situação. Por causa de um que agiu de má fé, não vamos mais abrir este expediente. E hoje, essa pessoa apresenta uma proposta de 2% de reposição salarial”, concluiu.

Reportagem: Antônio Boaventura
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Foto: Ivanildo Porto