Guti decide nesta quinta se aceita ou não a proposta de reajuste de 3,26%

Após reunião na noite desta quarta-feira (24) no Paço Municipal, o prefeito Guti (PSB) adiou para hoje a decisão se irá aceitar ou não a proposta do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo (TRT-SP) de garantir 3,26% de reajuste salarial para os servidores municipais que estão em greve desde a semana passada. Em assembleia no início da tarde, o funcionalismo público resolveu manter a paralisação enquanto aguarda uma resposta da administração municipal diante da proposta que surgiu durante audiência de conciliação no tribunal.

Ou seja, o fim da greve dos servidores públicos depende apenas do posicionamento do prefeito Guti (PSB) em relação à proposta do TRT-SP. O órgão sugeriu que o reajuste salarial seja aplicado conforme o índice do Departamento Intersindical de Estatística e Estudo Socioeconômico (Dieese), que registra inflação de 3,26% nos últimos 12 meses.

Diante da proposta, os funcionários públicos aprovaram o índice em assembleia realizada na tarde desta quarta-feira (24). Nesta quinta haverá outro ato para decidir os rumos sobre a continuidade da paralisação das atividades.

Formulada pelo desembargador Carlos Roberto Husek, vice-presidente do TRT-SP, a proposta prevê reajuste de 3,26% – equivale ao Índice do Custo de Vida (ICV) do Dieese – para salários e vale-refeição/alimentação, mais vale cesta-básica de R$ 100,00 para quem recebe até R$ 3.266,00.
“Acredito que não precisava de tudo isso. Ele se colocou ou colocaram em risco a relação dele (Guti) com os servidores. Mas, acredito que o prefeito, através das lives que faz nas redes sociais possa fazer algum pronunciamento sobre a proposta do TRT-SP”, declarou o secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública de Guarulhos (Stap), Rogério Oliveira.

Já Pedro Zanotti, presidente da entidade sindical, entende que o crescimento da adesão ao movimento grevista iniciado na última quinta-feira (18) foi fundamental para que a categoria pudesse ter conquistado um índice de reajuste salarial maior do que aquele proposto pelo prefeito Guti, que era de 2,25%.

“O funcionalismo precisou entrar em greve para dobrar a soberba do governo Guti e sua tentativa de nos impor o arrocho salarial. O funcionalismo mostrou maturidade e senso coletivo. Esperamos que o governo aja com responsabilidade”, concluiu.

Reportagem: Antônio Boaventura
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Foto: Ivanildo Porto