Metroviários e ferroviários ameaçam parar nesta terça-feira em São Paulo

O governador Geraldo Alckmin durante entrega de dois novos trens para a Linha 11-Coral-Expresso Leste (Luz-Guaianazes), da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos). Data: 04/11/2014. Local: São Paulo/SP. Foto: Edson Lopes Jr/A2 FOTOGRAFIA

Funcionários do Metrô e da CPTM podem cruzar os braços nesta terça (1º) na capital paulista. Com pautas distintas, as duas categorias ameaçam uma paralisação de 24 horas, que pode ser a terceira dos metroviários neste ano e a segunda dos ferroviários. As paralisações prejudicam milhares de usuários do sistema metroferroviário.

No caso dos metroviários, a categoria protesta contra a terceirização das bilheterias e a privatização da linha 5-lilás. Procurado, o Metrô afirmou que a terceirização permite que os metroviários atuem em outras atividades, melhorando o aproveitamento desse efetivo e que esse processo não resulta em demissões.

Já os ferroviários devem paralisar contra a redução de 3,51% dos salários após uma decisão do TST (Tribunal Superior do Trabalho). A Seção Especializada em Dissídios Coletivos do tribunal julgou indevido o dissídio coletivo determinado pelo TRT (Tribunal Regional do Trabalho) em 2011 e que foi contestado pela CPTM.
Tanto metroviários quanto ferroviários realizaram assembleias no último dia 20, onde foi decidido pela paralisação. Novas assembleia, no entanto, marcadas para esta segunda (31) ainda deverão confirmar a decisão.

Com a possibilidade de greve, o TRT (Tribunal Regional do Trabalho) estipulou que 80% dos funcionários continuem trabalhando nos horários de pico – entre 4h e 10h e 16h e 21h – e 60% nos demais horários, mesmo com a concretização da paralisação, sob risco de multa de R$ 100 mil por dia em caso de descumprimento.

Foto: Edson Lopes Jr/A2 FOTOGRAFIA/ Fotos Públicas