Aeroporto de Cumbica terá mercado e barbearia e faz planos para hotel de cães

GUARULHOS, SP, 03.08.2017: AEROPORTO-GUARULHOS - Três novas lojas chegam ao Terminal 3 do aeroporto de Cumbica em Guarulhos (SP). (Foto: Zanone Fraissat/Folhapress)

No esforço para pagar a outorga, a GRU Airport, concessionária que administra o Aeroporto de Guarulhos, inicia uma nova rodada de inaugurações de pontos comerciais. Além de restaurantes e lojas, estão na lista um supermercado Carrefour Express e uma barbearia. Também há planos para um hotel de animais de estimação no futuro.

Os passageiros que embarcaram pelo Terminal 2 nas últimas semanas já perceberam o que há de novo: uma loja de acessórios Imaginarium, uma barbearia e quiosques das marcas Heineken e Subway.
A sanha de levantar receitas não tarifárias fará um espaço dedicado à espera, com cadeiras encostadas na parede, se transformar em uma grande livraria Saraiva. Ainda sem sinalização, outro tapume esconde o que será um restaurante de quase 500 metros quadrados da bandeira Cortés, pertencente à rede Ráscal, que já opera no aeroporto.

Quem viaja pelo Terminal 3 notou que a antiga rampa de acesso a salas VIP foi retirada para dar lugar à loja Dior e um restaurante peruano. Em breve, aparecerão duas novas praças de alimentação nos pisos de embarque dos terminais.
Com as recentes inaugurações, o aeroporto alcançou 259 lojas e prepara mais 15 até o fim deste ano. “Temos outorga para pagar. O aeroporto começa o ano devendo cerca de R$ 1 bilhão”, diz Mônica Lamas, diretora comercial da GRU Airport.

Em 2016, as receitas tarifárias (as quais a concessionária não tem margem de manobra para alterar) alcançaram R$ 970 milhões, e as não tarifárias, R$ 911 milhões, segundo a concessionária. A ideia é que esse faturamento gerado pelas operações comerciais alcance 51% e a receita com tarifas fique em 49% no ano que vem. O projeto de expansão da frente comercial é antigo e vem avançando ao longo dos anos. Antes da concessão, em 2011, cerca de 40% da receita da Infraero em Guarulhos era comercial.

Foto: Zanone Fraissat/Folhapress