O vice-prefeito Alexandre Zeitune (REDE) deixou a Secretaria de Educação, Cultura, Esportes e Lazer (Secel) na quinta-feira (28), ao ser exonerado pelo prefeito Guti (PSB), em débito com a União ao não resolver pendências deixadas pela gestão anterior na pasta, o que impossibilita a cidade de receber verbas ou apresentar novos projetos ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) para construção ou reforma as escolas da rede municipal.

A informação foi confirmada pelo diretor de Gestão do FNDE, Leandro Damy. Ele disse ainda que a cidade não iniciou o Diagnóstico e não procedeu o preenchimento dos requisitos necessários do “Plano Nacional de Educação – PNE” e “Questões Estratégicas/Questões Complementares”.

“O Plano Municipal de Educação ainda não foi elaborado ou adequado conforme determina o artigo 8º da Lei 13.005, de 25 de junho de 2014. Portanto não será possível concluir o diagnóstico”, explicou. “O monitoramento das ações do PAR (Plano de Ações Articuladas) entre 2011 e 2014 teve o termo de compromisso vencido, mas o acompanhamento da execução físico-financeira não foi finalizado”, completou.
Para Danny, a gestão de Zeitune – que foi iniciada em janeiro – teve tempo suficiente “para colocar a casa em ordem” e, como isso não aconteceu, a cidade está impossibilitada de receber novos investimentos do governo federal na área da educação.

O diretor de gestão do FNDE alertou que a cidade de Guarulhos poderá não receber mais verbas do Ministério da Educação, caso não preste contas do que já foi contratado, o que seria um grande problema para a rede municipal de educação.
Levantamento mostra que várias obras ligadas ou contratadas pela Educação estão bloqueadas. Por exemplo, o contrato número 2277/2011 previa a construção de uma quadra escolar coberta com vestiário. A sua conclusão está prevista para 20 de janeiro do ano que vem. Neste caso, a Prefeitura de Guarulhos recebeu o repasse de R$ 320.779,18, o que corresponde a 66% do valor do contrato, mas apenas 51,61% da obra foi executada.

Outra situação verificada pelo FNDE foi o repasse de 1.529.961,30, 50% do total do contrato para a construção de uma escola municipal, mas as obras avançaram 16,51% e, hoje, estão paralisadas.
Outros levantamentos do FNDE mostram que existem outras duas escolas de educação infantil na mesma condição. Em uma delas, a Secretaria de Educação recebeu R$ 1.472.421,82 por 50% da obra, mas só executou 35,5% do projeto. Na outra, foram repassados R$ 1.316.828,90, metade do contrato, mas somente 43,26% foram executados antes da paralisação da obra.

2 COMENTÁRIOS

  1. Parece que esta administração não está conseguindo fazer nada,nem lâmpadas das ruas estão trocando na minha rua tem lâmpadas que já faz um ano queimada, estão cruzando os braços para nossa cidade.

  2. Quando vc assume um cargo , antes de preceder mudanças de funcionários, procure conhecer todos e todos.Os próprios funcionários sabe como funciona. É só ser humilde se não conhece procurar se informar de tudo e o que se faz necessário para cumprir as exigências que a pasta requer. Mudaram muita coisa que esta funcionando bem e não procurou saber detalhes que prejudicaria o segmento com recursos e de onde e como viriam e como preceder para se ter direito.Uma equipe nova deu no que deu. alguns leigos e os que sabiam se omitiram só para quebrar mesmo. Por isso tem que ter um jogo de cintura e ser humilde em buscar conhe
    cimentos.

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