Presidenciáveis do Corinthians divergem sobre permanência da equipe de vôlei em Guarulhos

O futuro da equipe de vôlei masculino do Corinthians, que adotou em maio do ano passado a cidade de Guarulhos como sua casa, será definido após o processo eleitoral do clube a ser realizado neste sábado (03). No entanto, os candidatos divergem sobre a parceria firmada com a prefeitura e colocam em xeque até a permanência do time no município.

Para Romeu Tuma Júnior, o Alvinegro paulista reúne totais condições de manter a equipe de vôlei masculino, que conta com Serginho, bicampeão olímpico com a Seleção Brasileira, atuando nas dependências do clube no Parque São Jorge, localizado na zona leste da cidade de São Paulo.
“É inadmissível o nosso time está jogando como barriga de aluguel em Guarulhos! O Corinthians tem que disputar grandes campeonatos (o time disputa a Superliga). É o Corinthians! Não é time de bairro”, declarou o candidato Romeu Tuma Júnior.

Contudo, o polêmico Antônio Roque Citadini afirmou ao site Torcedores.com que a relação entre Corinthians e o município de Guarulhos pouco agrega ao clube. Ele também entende que o Corinthians precisa ter os seus próprios times sem vínculo com terceiros.
“Não concordo com essa parceria. Não significa muito para o clube. Por que não podemos ter um time de basquete? Por que não podemos ter um time de vôlei? Ah, não, precisa dividir as despesas. Temos que ter um marketing que trabalhe para arrumar dinheiro para isso”, disse Citadini.

Em contrapartida, Andrés Sanchez, deputado federal e ex-presidente do clube, revelou que irá manter o acordo firmado entre as partes. “Todo mundo me conhece e sabe que eu cumpro todos os contratos, sempre foi assim. Se todas as modalidades quiserem jogar no Parque São Jorge, não há datas pela demanda que já existe. O objetivo é sempre fazer o que for melhor para o Corinthians, respeitando os parceiros do clube”.

Já o advogado Felipe Ezabella diz desconhecer o projeto, porém, se declara a favor da manutenção da equipe em território guarulhense. “Não conheço os detalhes do projeto de voleibol, mas vejo com muitos bons olhos a parceria com a cidade de Guarulhos. Não vejo problema algum da equipe permanecer jogando aí e, de vez em quando, fazer alguns jogos no Parque São Jorge”, explicou.

Na mesma linha que Ezabella, Paulo Garcia falou que precisa avaliar as condições em que o acordo foi estabelecido para que possa opinar sobre o assunto. “Temos que estudar os contratos e tenho que tomar conhecimento sobre a forma que foi celebrado o contrato. Fica difícil falar alguma coisa sem ter o devido conhecimento”, concluiu.

Antônio Boaventura
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