O ex-secretário de Habitação de Guarulhos, Waldemar Luiz Tenório de Lima, prestou declarações na Delegacia Seccional e negou ter levado qualquer tipo de recado ameaçador do prefeito Guti (PSB) para o vice-prefeito Alexandre Zeitune (Rede), conforme foi denunciado pelo próprio Zeitune no último dia 21 de fevereiro, também na Seccional.

O HOJE teve acesso, nesta segunda-feira (12), às cópias dos termos de declarações do ex-secretário e também do vice-prefeito na Delegacia Seccional de Guarulhos.
Nas declarações de Zeitune, ele disse que por volta das 11h, do dia 16 de fevereiro, recebeu uma ligação do ex-secretário dizendo que precisava conversar com ele urgentemente. Foi marcado um encontro às 17h do mesmo dia no escritório de advocacia do vice-prefeito, na região central e que, lá, teria recebido um suposto recado do prefeito Guti (PSB), “(…) que eu tinha que parar de fazer as denúncias, caso contrário ele (o prefeito) tinha vídeos ameaçadores contra a minha integridade moral e que poderia me denegrir politicamente”.

Disse ainda Zeitune que a suposta filmagem aparecia Marco Antonio Ferreira e “uma pessoa do sexo masculino [com] características orientais (…) e que os mencionados estavam realizando algum negócio”. O vice-prefeito, segundo declarou à polícia, informou que “não tem nada a temer e que continuaria com fiscalizações na qualidade de vice-prefeito”.

Mas o ex-secretário foi enfático e negou “ter sido portador de qualquer ameaça por parte do senhor prefeito”, conforme esclareceu ao ser ouvido pelo delegado José Luís Pires Alexandre, no dia 12 de março. Tenório disse que esteve com Guti e Zeitune naquele dia 16 de fevereiro. Com o prefeito, a reunião foi para discutir a criação do Departamento de Acompanhamento e Controle de Ocupações Irregulares e sugeriu que o chefe do Executivo se reaproximasse do vice.
E que resolveu procurar Zeitune “entendendo ser de suma importância dar ciência ao vice-prefeito da conversa que havia tido na parte da manhã, além de solicitar do vice-prefeito que se reaproximasse do prefeito e tentasse uma composição”.
Atualmente, Zeitune é alvo de investigações por parte de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Câmara que investiga suposta extorsão, envolvendo R$ 12 milhões.

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