O médico canadense Pierre Simon, que integra os quadros de funcionários da Prefeitura de Guarulhos desde 2008, foi preso em flagrante nesta quarta-feira (11) na Unidade Básica de Saúde (UBS) Dona Luiza, no bairro do Pimentas, sob acusação de registrar suas digitais para controle do horário de expediente sem cumprir a carga horária.

Simon recebeu voz de prisão no local de trabalho, por volta das 9h desta quarta, quando chegava para bater o ponto de saída. Ele foi enquadrado no artigo 299 do Código Penal Brasileiro por cometer crime de falsidade ideológica.

O médico foi levado ao 5º Distrito Policial para ser autuado em flagrante e, posteriormente, foi levado ao 1º Distrito Policial onde ficará preso até a realização da audiência de custódia, marcada para esta quinta-feira (12). Caso seja condenado, Simon pode pegar de 2 a 5 anos de prisão.  Ele não tem direito à fiança.

A defesa do médico, realizada pelos advogados Leandro Gomes e Wellington Carrapeiro, afirma que as saídas dele no horário de expediente se davam em função da pouca infraestrutura que a região, onde está localizada a unidade de saúde, oferece. “Ele saía para fazer suas refeições. Quem conhece a cidade sabe que temos poucos lugares que funcionam 24 horas. Por isso ele saía, mas voltava”, garantiu Gomes.

A operação que flagrou Pierre começou no dia 5 de março e foi comandada pela Controladoria Geral do Município (CGM). Na ação, gravada e fotografada, foi possível registrar – segundo a CGM – que o acusado registrava o ponto de entrada, sempre às 19h, e retornava para seu apartamento, no residencial Ilha da Madeira, na região central da cidade. Às 7h, ele retornava para dar baixa no ponto de saída.

Os investigadores observaram que não havia qualquer registro de atendimento feito pelo médico no período em que ele deveria estar trabalhando – às segundas-feiras e terças-feiras, das 19h às 7h. Os investigadores observaram que ele permanecia no local de trabalho por, pelo menos, 10 minutos.

O HOJE obteve a informação de que a remuneração líquida mensal de Pierre Simon era de aproximadamente R$ 10 mil, incluindo adicional noturno e hora-extra.

Antônio Boaventura

antonio.boaventura@guarulhoshoje.com.br

 

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