Greve dos caminhoneiros é marcado pela falta de combustíveis

A greve dos caminhoneiros atingiu nesta quinta-feira (24) o seu quarto dia que foi marcado pela falta de combustíveis em vários postos da cidade; em muitos deles, as bombas foram fechadas antes das 14h.

“O Brasil é dependente do transporte rodoviário. Não dá para entender essa política. O combustível que vai para o Paraguai e a Bolívia é mais barato do que aqui, sendo que nós fornecemos o combustível pra eles. Agora nós pagamos a conta de um combustível tão caro por conta dos aumentos sucessivos em um curto espaço de tempo”, reclamou o motorista Antônio Novak, de 55 anos.

O aposentado Ilberto Mendes, 61, revelou que a procura por combustível não começou pelo município em que reside, mas na cidade vizinha, São Paulo. “Fui à Vila Maria e no Tatuapé e não achei. Nestes lugares encontrei em postos de bandeira branca, e aí você corre o risco de abastecer com gasolina adulterada e causar problemas no carroi”, declarou Mendes.

Segundo a Agência Nacional do Petróleo (ANP), a cidade de Guarulhos possui 163 postos autorizados para a comercialização de combustível. Nestes, o valor do etanol e da gasolina variavam entre os pontos de comércio do insumo. O etanol era encontrado entre R$ 2,49 e R$ 2,89. A gasolina comum era possível encontrar por até R$ 4,99.

Entretanto, a Associação Nacional das Distribuidoras de Combustíveis, lubrificantes, Logística e Conveniência (Plural) ressalta que trabalha para regularizar a situação, com um grupo dedicado 24 horas por dia, totalmente integrado com o gerenciamento de crises da Casa Civil e com a ANP. Ela espera reverter este quadro para que mantenha a normalidade dos serviços básicos.

 

GRU Airport garante combustível apenas para voos de origem daquele aeroporto

 

O GRU Airport, concessionária responsável pelo Aeroporto Internacional de São Paulo–Guarulhos, em Cumbica, garantiu que possui armazenamento de combustível suficiente para abastecer as aeronaves com voos que partem daquele aeroporto. A greve dos caminhoneiros está afetando as operações das principais companhias aéreas, que estão cancelando algumas operações.

As principais companhias aéreas trabalham em sistema de contingenciamento por conta da falta de abastecimento de combustível para as aeronaves. A Azul Linhas Aéreas cancelou algumas de suas operações por conta dos impactos causados pelo desabastecimento. Já a GOL, Avianca e Latam buscam alternativas para minimizar os efeitos provocados pela paralisação dos caminhoneiros.

Antônio Boaventura

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Foto: Ivanildo Porto