Em seu segundo ato, a Comissão Especial de Inquérito (CEI), que investiga as atividades do GRU Airport, concessionária responsável pela gestão do Aeroporto Internacional de São Paulo – Guarulhos, em Cumbica, na zona aeroportuária, pretende encaminhar para o Ministério Público denúncia por falta de transparência nas políticas voltadas para o comércio e condutas adotadas por ela.

Contudo, a representação junto ao Ministério Público deve ocorrer na medida em que os temas estiverem em discussão naquela CEI, caso os vereadores integrantes entendam que haja esta necessidade. Além dos problemas envolvendo a comercialização de alimentos na zona aeroportuária, a cobrança de impostos municipais e o acesso ao aeroporto pela ponte do rio Baquirivu-Guaçu são outros temas a serem discutidos.

“O espaço que o GRU Airport tinha para se explicar sobre o delivery era aqui e não o fez. Eu entendo que essa parte em que fizemos as indagações, e no meu entender não faz a distinção do que é delivery e comércio ambulante, é claro que há a repressão sobre o delivery. Quero o registro o quanto antes da ata para representação no Ministério Público”, declarou o vereador Marcelo Seminaldo (PT), presidente daquela comissão.

Para representar a concessionária naquele processo de investigação instalado pela Câmara Municipal, enviou a advogada Marília Rennó. Nesta ocasião, ela defendeu a premissa de que o GRU Airport trabalha no combate ao comércio irregular nas áreas que compreende o aeroporto sem que haja qualquer distinção das práticas comerciais ou serviço prestado.

“A concessionária segue fielmente suas obrigações. Nesse sentido ela reprime sim que ambulantes e outros comércio não autorizados. A cessão deste espaço é imprescindível pra compor a receita do aeroporto. Pra preservar as atividades dos concessionários, o aeroporto reprime sim a comercialização de ‘quentinhas’”, concluiu Marília.

Foto: Vera-Jursys

 

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