Combustível adulterado ‘lotam’ as oficinas mecânicas da cidade

A corrida desenfreada por combustível durante a greve dos caminhoneiros, que durou dez dias, está pesando no bolso dos motoristas que arriscaram abastecer seus veículos em postos classificados como bandeira branca. Cada motorista gastou em média R$ 1 mil nas oficinas que registraram alta de atendimento nos últimos dias para fazer os reparos nos veículos por danos causados pelo combustível adulterado.

O uso do combustível ‘batizado’ ou de má qualidade pode provocar problemas nos bicos injetores e também nas velas de ignição, além de provocar o desgaste dos bicos, estragar a sonda da lâmina, catalisador e até danificar o motor. A bomba de combustível pode sofrer prejuízos pela inserção do insumo de procedência duvidosa.

Em geral a adulteração é feita com o etanol, e isso acontece quando a quantidade de álcool na gasolina é maior do que a permitida pela Agência Nacional de Petróleo (ANP), no caso, 25%.

“Chegamos a atender veículos com problemas ocasionados por combustível adulterado. Aqueles que vieram aqui não tinham combustível, mas solvente”, disse Francisco Júnior, gerente da oficina BV, no Jardim Paraventi.

As oficinas, em especial da região central, registraram alta de atendimento em decorrência dos danos ocasionados pelo uso de combustível adulterado. Uma delas, na Vila Progresso, chegou a atender em um único dia quase 90 veículos com problemas causados pelo combustível de má qualidade.

“Houve muita procura e que resultaram em diversos atendimentos por conta do abastecimento de gasolina ruim. Foram tantos, que os aparelhos utilizados para fazer os reparos está em manutenção. Eu atendi bastante e as demais oficinas próximas também. Estavam todas lotadas”, disse o administrador Thiago Cavalcante.

Antônio Boaventura

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Foto: Ivanildo Porto