No período de 4 a 31 de agosto próximo será realizada em todo o Brasil a Campanha de Vacinação contra a Poliomielite (paralisia infantil) e o Sarampo, que é voltada exclusivamente para as crianças com idade entre 12 meses até quatro anos, 11 meses e 29 dias, ou seja, menores de cinco anos, incluindo as que já receberam a vacina anteriormente. Neste ano, a campanha terá dois “Dias D” de Mobilização Nacional: os sábados 4 e 18, com a abertura de todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS), das 8 às 17 horas.

A mobilização nacional em dois sábados, totalizando 22 dias de campanha, tem por objetivo manter elevada a cobertura vacinal contra a paralisia infantil nos municípios, a fim de evitar a reintrodução do vírus selvagem da pólio no Brasil, bem como imunizar os menores de cinco anos contra o sarampo e a rubéola, para preservar o estado de eliminação dessas doenças no país. A meta é vacinar pelo menos 95% do público-alvo.

Risco para a população:

Embora o Brasil esteja livre da poliomielite desde 1990, graças aos esforços das campanhas de vacinação iniciadas na década de 1980, a doença permanece endêmica em três países: Afeganistão, Nigéria e Paquistão. Por isso, o risco de reintrodução do vírus, que é uma realidade por conta da grande circulação de pessoas em viagens internacionais e relações comerciais, se torna ainda maior quando diminuem as coberturas vacinais.

Quanto ao sarampo, o Brasil adotou a meta de eliminação da doença para o ano 2000, com o Plano Nacional, cujo marco inicial foi a realização da primeira campanha nacional de vacinação em 1995, que levou a uma redução de mais de 80% das notificações da doença. No entanto, em 1997 uma importante epidemia se estendeu por diferentes estados brasileiros, com mais de 53 mil casos confirmados, sendo a maioria deles no Estado de São Paulo.

Entre 2016 e 2017, não foi registrado nenhum caso da doença no Brasil. Porém, atualmente, o país enfrenta novos surtos de sarampo nos estados de Roraima e Amazonas. Internacionalmente, desde julho de 2017, um aumento expressivo de ocorrências da doença assola a Venezuela, que está passando por uma situação sociopolítica e econômica conturbada, o que ocasionou intenso movimento migratório, fator que também contribuiu para a propagação do vírus para outras áreas geográficas, incluindo o Brasil.

Por conta da proximidade territorial com o país vizinho, Roraima registrou 397 casos suspeitos de sarampo entre fevereiro e maio deste ano, dos quais 50 foram descartados, 172 confirmados e 175 estão sob investigação. No Amazonas, situação é ainda pior com a notificação de 905 casos no mesmo período. Destes 142 foram confirmados, 85 descartados e 678 permanecem em investigação. Todos os casos confirmados no Brasil são do genótipo D8, o mesmo que está em circulação em Roraima e na Venezuela.

“Por isso, é muito importante que os pais levem seus filhos aos postos para receber as vacinas, tanto do sarampo como da poliomielite. Essas doenças são graves e podem evoluir com desfecho desfavorável. Durante a Campanha, vamos vacinar as crianças menores de cinco anos de idade contra essas doenças, protegendo-as e reduzindo o risco de introdução desses vírus no país”, explicou a enfermeira Ermelinda Tomé, responsável pela Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde.

 

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