Em reunião realizada na Secretaria de Saúde de Guarulhos no dia 14 de agosto, o presidente do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp), Eder Gatti, juntamente com a nova secretária da pasta, Ana Cristina Kantzos, discutiram problemas recorrentes no município, como falta de insumos, medicamentos e atrasos salariais. Ana Cristina, que assumiu a Secretaria em julho, informou na reunião que o município passa por problemas com fornecedores e o orçamento para a saúde já se esgotou este ano.

De acordo com Gatti, tais problemas são gerados por uma associação de gestão equivocada com acúmulo de dívidas e problemas de fornecimento. “Vários fornecedores não querem vender para a prefeitura porque há algum tempo a gestão municipal não honra seus contratos. Isso já acontece há anos, inclusive durante a gestão anterior”.

O problema do orçamento é antigo. Tal situação também aconteceu em outubro do ano passado, quando o Simesp recebeu denúncias sobre atrasos nos pagamentos dos médicos de Guarulhos, ainda na gestão do então secretário Sérgio Iglesias. “Este ano o dinheiro acabou mais cedo”, disse Gatti. Isso é resultado da má administração do prefeito da cidade, Gustavo Henric Costa (Guti), aliada à verba insuficiente que deveria durar por 12 meses.
No encontro também foi firmada uma mesa de negociação permanente com a Prefeitura de Guarulhos, na qual delegados sindicais da rede municipal vão se reunir periodicamente para discutir questões de interesse da categoria.

Gestão boomerang
Também foi informado na reunião que o Instituto Gerir não irá mais gerenciar a unidade Policlínica Paraventi, passando essa responsabilidade para a administração direta, assim como foi alertado pelo Simesp. “Depois de transferir funcionários para outras unidades, constrange-los e dispensar vários deles, a prefeitura terá que pedir que os profissionais voltem a trabalhar no local que um dia foi administrado por ela”, relembra Gatti.

4 COMENTÁRIOS

  1. É uma vergonha um município record em arrecadação estar sendo conduzido por uma má administração, tudo refletindo nos munícipes que pagam todo tipo de imposto e não tem um retorno satisfatório. Sem contar com o HMU abandonado, e o CEMEG aqui da vila Augusta, faltando muitos medicametos tudo e sem manutenção, pois não dá nem pra andar na calçada lateral de tanto mato. Vergonha!!!

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