Antônio Boaventura

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Também alvo de constantes críticas, a qualidade da água fornecida nos Terminais do Aeroporto Internacional de São Paulo – Guarulhos, em Cumbica, se tornou pauta para a Comissão Especial de Inquérito (CEI), da Câmara Municipal, que investiga a conduta e postura do GRU Airport, gestor responsável pelo aeroporto. Entretanto, o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) afirma que a responsabilidade do controle qualitativo daquele insumo é de responsabilidade da concessionária.

“Na reunião, os representantes do Saae nos informaram que eles conseguem controlar a potabilidade da água que vai até o Terminal 3. A água dos Terminais 1 e 2 eles não fazem a potabilidade. Foi desses terminais que veio a amostra barrenta. O Saae disse que compete o GRU [Airport] fazer o controle por uma empresa contratada”, declarou o vereador Marcelo Seminaldo (PT), presidente daquela CEI.

Essa situação ganhou importância dentro do processo de investigação instalado pelos vereadores após o recebimento de amostras da água que era disponibilizada naquelas áreas daquele equipamento de transporte aéreo. E, que segundo Seminaldo, o insumo fornecido nos bebedouros não era potável e tampouco permitido a fiscalização de sua qualidade pelos fiscais do Saae por parte do concessionário.

“A denúncia aponta que a água servida, salvo engano, no terminal 3, é barrenta. Essa água é servida aos trabalhadores e há dúvida, inclusive, se não é servida na área comum do aeroporto. Como a GRU não permite que o Saae faça a fiscalização, a gente quer saber as razões e se, de fato, há potabilidade dessa água”, concluiu.

Em busca de esclarecimentos sobre este assunto, os parlamentares que integram esta CEI convidaram representantes do GRU Airport para se pronunciarem a respeito do tema nesta quinta-feira (08) na Câmara Municipal.

Foto: Ivanildo Porto 

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