Escolhida a noiva símbolo do Casamento Comunitário 2019 de Guarulhos

A guarulhense de 25 anos Suelen de Andrade Benedito, moradora da Vila Alzira, será a noiva símbolo do Casamento Comunitário 2019 de Guarulhos, que ocorrerá em 18 de agosto (domingo), às 12h, no Nosso Clube Vila Galvão. Organizada pelo Fundo Social de Solidariedade, a festa ecumênica de casamento reunirá cem casais: uma parte celebrará no próximo mês e a outra no fim do ano, ainda sem data definida.

Escolhida pela comissão organizadora, Suelen se casará na cerimônia ecumênica coletiva gratuita, que contará com a presença do prefeito Guti, entre outras autoridades. O casamento civil gratuito foi realizado no último dia 5, no Cartório de Cumbica, conforme agendado pelos cartórios 1º e2ºde Registro Civil da Comarca de Guarulhos.

Todos os procedimentos do Casamento Comunitário são gratuitos, incluindo cartório, empréstimos de roupas de daminha e de pajem, buquê, buffet, decoração, música e bênção ecumênica. Cada um dos inscritos poderá ter apenas uma daminha ou um pajem e ainda levar oito convidados para a cerimônia. Vale destacar também que o Casamento Comunitário não tem ônus ao município, já que é realizado por meio de doações.

Amor à primeira vista

Suelen vive com o companheiro Emerson Ramos (35) há seis anos. Da união nasceu Everton, que hoje tem quatro anos. Falante e muito alegre, o pequeno está ansioso para a festa. “Eu quero entrar no casamento como um noivinho”, disse o menino se referindo ao terno que usará no evento.

A história do casal começou em 2013, quando Suelen mudou-se com o pai para Cuiabá (MT) e foi cursar serviço social. Conheceu Emerson – seu primeiro e único namorado – quando ele foi buscar a irmã, que era sua amiga de faculdade, em uma festa de calouro. “Quando o vi, foi amor à primeira vista. Achei-o lindo. Eu gosto da pele negra e ele é um negro lindo”, revelou Suelen com os olhos brilhando. “Saímos algumas vezes e começamos a namorar. Meu pai morreu e logo depois minha mãe, que estava doente, faleceu também. Ele me ajudou muito na hora em que mais precisei. Nos últimos anos, eu convivia mais com meu pai. Fui visitar minha mãe em Guarulhos e em seguida ela morreu”, explicou Suelen, que decidiu ficar na cidade paulista e não retornar a Mato Grosso por não ter familiares lá.

“Ele veio para Guarulhos atrás de mim quando soube que minha mãe havia morrido. Disse pra eu dar um tempinho que ele ia pedir as contas e mudaria para Guarulhos. E fez isso”, disse Suelen, que não planejava se casar em cartório e nem vestida de noiva. “Ele tomou a iniciativa e pediu que eu checasse como funcionava o Casamento Comunitário, depois que vimos uma notícia sobre isso no Facebook. Eu achava que era uma burocracia danada, mas foi bem fácil,” concluiu a noiva.