Guarulhos tem um déficit habitacional de 160 mil moradias, estima Prefeitura

Reportagem: Ulisses Carvalho

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O déficit habitacional de Guarulhos é de aproximadamente 160 mil moradias, de acordo com uma estimativa da própria administração municipal. Além disso, o sistema do programa Minha Casa, Minha Vida estava suspenso desde dezembro de 2015 para seleção de candidatos, porém, para quem se deseja se inscrever para tentar conseguir uma moradia, atualmente tem o Sistema de Cadastro Habitacional de Interesse Social.

Segundo o atual governo, esse atual sistema está aberto desde outubro do ano passado e têm atualmente inscritos 5.612 mil famílias. Para quem deseja se cadastrar, pode acessar o site da prefeitura através do link: ( https://schis.guarulhos.sp.gov.br/login.php ). “Não existe uma pesquisa que nos de um número exato referente ao déficit, mas estima-se um número próximo de 160 mil”.

Questionada sobre o número de moradias entregues no município entre os anos de 2018 e 2019, o governo informou que 1.336 unidades foram entregues em 2018. Paralelo a esse grande problema de moradia, a administração municipal realiza o processo de regularização fundiária na região do Anita Garibaldi, tendo como primeiro passo, a ligação da rede de abastecimento de água e a instalação de iluminação pública nas vias.

“Sobre a Anita Garibaldi, o bairro está em processo final de regularização com os documentos já enviados ao cartório para abertura de matriculas individualizadas”, informou a prefeitura.Em uma reportagem publicada pelo HOJE no dia 20 de novembro de 2018, a Secretaria Municipal de Habitação apontava um déficit de 45 mil moradias, enquanto agora em 2020, a estimativa é de 160 mil, registrando um aumento de 117%.

Cidade tem aproximadamente 900 áreas invadidas

Segundo a prefeitura, a cidade tem aproximadamente 900 áreas invadidas, porém, quando questionada sobre quais são os locais que mais carecem de habitação, o governo apenas citou que são as regiões da periferia, não especificando nenhum bairro.  Somente na área em que está sendo finalizada a regularização no Anita Garibaldi, a ocupação começou em 2001 em um terreno com 250 mil metros quadrados e que no ano de 2018 reunia 1.850 famílias instaladas.

Na região do Jardim Ponte Alta, o prefeito Guti (PSB), quer transformar uma área com mais de dois mil metros quadrados que é classificada como irregular em um bairro planejado. “O projeto está em desenvolvimento e aguardamos liberação de linha de crédito”, alegou em nota a prefeitura.

A situação de áreas invadidas na cidade é tão complexa que no ano passado a prefeitura, através dos agentes do Departamento de Acompanhamento e Controle de Ocupações Irregulares (Dacoi) da Secretaria de Justiça, removeram uma construção de alvenaria que ocupava a calçada da avenida Dona Catharina Maria de Jesus, em frente ao Cemitério Nossa Senhora de Bonsucesso.  Um homem, que não teve a identidade revelada, montou uma pequena floricultura no espaço invadido.

Dados sobre a caótica situação habitacional guarulhense:
Estimativa da Prefeitura de déficit habitacional de 160 mil moradias (número bem maior referente a 2018, quando a cidade tinha uma defasagem de 45 mil moradias).
Número de áreas invadidas: 900
Últimas moradias entregues através de programas habitacionais:
A entrega de 1.336 unidades que ocorreu em 2018.

Foto: Ivanildo Porto