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Alunos do Peis com deficiência visual participam de Rolezinho de Bengala no Arquivo Histórico

Divulgação/PMG

Alunos com deficiência visual do projeto Práticas Educativas para a Inclusão Social (Peis), visitaram nesta quinta-feira (7) o Arquivo Histórico de Guarulhos para conhecer o espaço. A iniciativa faz parte do Rolezinho de Bengala, projeto coordenado pela Subsecretaria de Acessibilidade e Inclusão, cuja proposta é apresentar às pessoas cegas e com baixa visão locais e equipamentos públicos, promover passeios culturais e de lazer como forma de proporcionar autonomia e inclusão para que possam sair de casa e conhecer diversos espaços.

Os participantes conheceram e tatearam objetos antigos do acervo, como um telefone de ferro, conheceram a história do Adamastor e assistiram o documentário “Além do Concreto”, do diretor guarulhense Rodrigo Medrado. O curta-metragem trata sobre alguns mestres da cultura popular do município, como um cordelista, um violeiro, uma artesã indígena, um luthier (artesão que fabrica instrumentos musicais), um pai de santo e a maneira como preservam tradições.

No encontro, as pessoas com deficiência visual puderam conhecer um pouco mais sobre detalhes de bairros que nasceram, quando ainda eram chácaras, mas foram urbanizados, bem como os costumes populares dessas regiões.

Participantes do Peis

Muitos alunos se identificaram com o tema do filme, dentre eles José Marcos dos Santos, morador de Jardim Santos Dumont, que relembrou sua infância através da cena da comemoração do Dia de Reis. Ele contou sobre a importância das regiões de Bonsucesso e Vila Carmela na história da cidade.

Moradora do Recreio São Jorge, aluna Amanda do Carmo Silva se identificou muito com a história da mulher indígena da película, que falou sobre pertencimento, emocionando os demais presentes com seu relato.

Por sua vez, Juliane Almeida Tavares, moradora do Jardim Presidente Dutra, destacou a questão da intolerância religiosa e se emocionou ao lembrar de atitudes discriminatórias que já presenciou.

Por fim, Daylaine Deucher, que vive no Parque Mikail, contou sobre a mistura de povos nordestino e alemão, que compõem sua ascendência familiar. Ela se identificou com o relato do filme que menciona a importância do contato com a terra para a saúde das pessoas.

A Subsecretaria de Acessibilidade e Inclusão integra a Secretaria de Direitos Humanos.