Cidade: Cautela e incerteza são aspectos que cercam a reabertura de bares e restaurantes em Guarulhos (SP)

Restaurantes reabriram nesta segunda-feira (13) após mais de 120 dias fechados ou trabalhando em outros formatos comerciais - Crédito: Ivanildo Porto

Antônio Boaventura
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Após pouco mais de 120 dias, bares e restaurantes voltaram à atender, mesmo de forma restrita, seu público na cidade de Guarulhos (SP). Essa condição somente foi possível por conta da autorização do Governo do Estado, que promoveu os municípios da região do Alto Tietê da fase Laranja do Plano São Paulo para a Amarela. De acordo com a proposta de retomada econômica planejada pela gestão do prefeito Guti (PSD) esse nicho específico da economia local deveria estar em funcionamento na semana anterior.

Entretanto, uma liminar da Procuradoria do Governo do Estado impediu que Guarulhos (SP) pudesse avançar, já que o Executivo Estadual classificava o território guarulhense na fase Laranja do Plano São Paulo, fase esta que não permitia a reabertura de bares, restaurantes, academias, salões de beleza e templos religiosos. Diante deste cenário, Guti resolveu abrir diálogo com a gestão do governo de João Doria (PSDB), que se deu através de Marcos Vinholi, secretario de Desenvolvimento Regional, para que pudesse incluir a segunda maior cidade do estado na fase Laranja.

“Tudo o que está sendo exigido nesta reabertura estamos cumprindo. Todo cliente que optar por se servir no modelo self service precisa usar a luva. Não tivemos nenhuma demissão e espero que não tenha, até por que ficamos fechamos por quatro meses e o drive-thru não deu certo. Vendíamos apenas 20 marmitas por dia”, disse Daiane Maciel, gerente do restaurante Forno e Fogão.

Nesta etapa do Plano São Paulo, os estabelecimentos comerciais e prestadores de serviços autorizados a funcionar podem atender o público das 11h às 17h. Apesar do avanço neste processo de retomada economica, os comerciantes entendem que o período de funcionamento é inadequado e pedem a revisão da proposta, além de adotar a cautela sobre a recuperação financeira do comércio.

“Ainda vamos aguardar pra ver o que vai acontecer, até por que nem o horário de funcionamento está bem definido. Caso seja para abrir somente durante o almoço, talvez não compense trazer a equipe toda de volta. Mas, já ouvi falar que tem comércios que vão abrir à noite. Então, vamos aguardar o que vai acontecer durante a semana. O nosso maior movimento é à noite e só no almoço a conta não fecha”, concluiu Rogério Goto, proprietário do Japastel.