Eleições 2020: Candidatos à prefeitura querem revisão da planta genérica para cobrança do IPTU

Antônio Boaventura
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Entre os temas propostos para a sabatina entre os candidatos a prefeito, a revisão da planta genérica para cobrança do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) está nos planos dos prefeituráveis. De acordo com Simone Carleto (PSOL), Néfi Tales (PSL), Fran Corrêa (PSDB) e Auriel Brito (PCdoB) é necessária esta medida para garantir a equiparação entre pequenos, médios e grandes empreendimentos.

“Alguns imóveis tiveram seu valor deflacionado. Se faz necessário uma nova avaliação da planta genérica. Guarulhos tem alguns anos o IPTU congelado entendo que é preciso rever esta condição”, disse Sílvio Alves, presidente da ACE Guarulhos.

Simone Carleto entende que deve haver uma diferenciação entre as instalações e sua localização, mas defende também o uso da criatividade para aplicação do valor arrecadado. “Nós trazemos para Guarulhos a nossa criatividade. Os recursos existem e prevemos. Deve haver uma diferenciação entre micro, pequenos e grandes empresários para atrair novos negócios. Precisamos garantir a cobrança de impostos para os grandes devedores”, declarou.

Por sua vez, Néfi Tales entende que o valor do IPTU foi congelado porque o mesmo tinha um alto valor e com isso significaria uma perda insignificante de arrecadação para o município. “Nos últimos anos Guarulhos vem sendo sufocado pelo alto valor do IPTU. Este valor foi congelado altíssimo. Precisamos rever a planta genérica. Grandes pagam pouco e pequenos pagam muito. Não podemos mais admitir o congelamento de IPTU. Tinha que ter um estudo. Isso é muito fácil de fazer. Isso é lavar as mãos”, explicou Tales.

Já Auriel Brito, ex-deputado estadual pelo PT, optou por criticar as gestões petistas em relação ao IPTU e ressaltou a necessidade de utilizar essa verba para desenvolvimento da cidade. “Atingiu os empresários e o povo trabalhador. Teve um aumento abusivo e terrível para as pessoas. Têm pessoas que estão pagando até hoje. Precisamos rever estas questões. Temos que regularizar o nosso município. Vamos gerar mais renda e condições para a nossa cidade”, disse.

A empresária Fran Corrêa criticou a maneira como é utilizado o valor disposto pelo imposto no município. “Tem mais de R$ 600 milhões de arrecadação de IPTU. Além de ser um dos IPTU mais caros do Estado de São Paulo não sabemos onde está sendo investindo. E ainda o prefeito tem a coragem de renovar o contrato com o transporte por mais 10 anos. É injusto o valor cobrado. Na periferia é cobrado o mesmo valor do Centro”, encerrou.