A Subsecretaria de Acessibilidade e Inclusão levou nesta segunda-feira (25) uma turma de 13 alunos do projeto Práticas Educativas para a Inclusão Social (Peis) para participar de aulas de violão, teclado, canto e teatro oferecidas gratuitamente pelo Instituto Louvart Convida, na Vila Carmela. A ação faz parte do projeto Rolezinho de Bengala que, desde o ano passado, apresenta às pessoas cegas e com baixa visão espaços, equipamentos e serviços, promove atividades culturais e de lazer visando à autonomia e à inclusão.
Os participantes puderam conhecer o violão e o teclado, tiveram noções de como funciona e experimentaram os instrumentos, aprendendo um acorde. “A música desenvolve muitas coisas positivas como coordenação motora, raciocínio, percepção auditiva, alegria e prazer. A pessoa com deficiência visual sente melhor as cordas, as vibrações e os sons, embora não enxergue”, explicou o professor de violão, João Bosco, que é voluntário na instituição há dois anos.
O aluno do Peis, Israel Martins de Oliveira Ribeiro, de 45 anos, perdeu a visão de um olho aos dois anos por causa de um acidente e tem baixa visão do outro olho em razão de glaucoma e descolamento da retina. Ele tinha uma noção de como tocar violão, pois aos 18 anos recebeu aulas. Ele tentou aprender quando jovem, mas o professor não tinha paciência. Contudo, a aula lhe pareceu muito interessante por possibilitar a socialização. Já a aula de canto lhe fez bem porque acredita que eleva o espírito, fica mais leve, tranquilo e em paz. Israel é aposentado e vive no Jardim Presidente Dutra.
Por sua vez, a repositora de mercadoria de um supermercado Daylaine Cardoso, de 27 anos, sentiu um pouco de dificuldade em tocar violão. Ela achou um pouco difícil porque os dedos doíam quando apertava as cordas pela falta de costume. Gosta de cantar por colocar para fora os sentimentos.
Teatro
Na aula de teatro, o grupo realizou atividades de aquecimento para sentir o corpo e exploraram o ambiente e o espaço cênico, subindo ao palco. Exercícios de relaxamento completaram o momento.
Moradora do Parque Mikail, Daylaine revelou ainda que quando estudante participara de teatro no colégio. Ela gosta de teatro por poder viver a vida de outro personagem. Ela achou muito divertido.
Já a professora de teatro Lheo Shiroma, voluntária na instituição há quatro anos, destacou que o teatro traz benefícios a todas as pessoas Segundo ela, a partir do momento que se sai de casa, a pessoa atua e usa uma máscara social. Num ambiente controlado como o do teatro, as pessoas se enxergam de fora, se apropriam de seus sentimentos e lidam com eles de forma consciente. Exercitam empatia colocando-se no lugar do outro. Isso engrandece o repertório social, as vivências.
A instituição
O Instituto Louvart Convida (avenida Carmela Thomeu, 579, Vila Carmela I) disponibiliza gratuitamente todas as atividades às pessoas com deficiência visual, com outras deficiências, além de idosos com 60 anos ou mais. A ONG oferece ainda duas refeições gratuitas (almoço e café da tarde) aos alunos. As aulas acontecem às segundas-feiras, a partir das 10h.
A Subsecretaria de Acessibilidade e Inclusão integra a Secretaria de Direitos Humanos.





















