Mortes por pressão arterial diminuem 24% no primeiro semestre deste ano

Doctor taking patient's blood pressure

A frequência de mortes por pressão arterial caiu 24% de janeiro até junho. Segundo informações preliminares do Sistema de Informação sobre Mortalidade do Ministério da Saúde (SIM) e divulgadas pela Secretaria Municipal de Saúde ontem, 77 pessoas já morreram por conta de doenças hipertensivas na cidade no primeiro semestre ante os 102 óbitos de 2015.

Conforme dados preliminares do Sistema de Informações Ambulatoriais do SUS (SIA/SUS), por conta de problemas da pressão alta, as Unidades Básicas de Saúde (UBS) do município já atenderam 45.596 pessoas nos seis primeiros seis meses do ano.

Já no ano passado, a Saúde fez 57.949 atendimentos ambulatoriais com diagnóstico de hipertensão arterial no mesmo período. A secretaria ressaltou que os números são de atendimentos e não de pessoas acometidas pela doença, pois uma a mesma pessoa pode ter sido atendida mais que uma vez nas unidades de saúde.

As UBS promovem atividades físicas com a orientação de educadores especializados, nutricionistas entre outros para o controle da hipertensão. Segundo o cardiologista intervencionista, Marcelo Cantarelli, a falta de controle da hipertensão pode levar a acontecimentos muitas vezes fatais. “A pressão alta não controlada ao longo do tempo pode levar ao infarto do miocárdio, ao acidente vascular cerebral (derrame), à insuficiência renal e à dissecção de aorta”, disse Cantarelli.

No caso do infarto, o cardiologista fala sobre o fator de risco. “A hipertensão oferece alto risco para o desenvolvimento de obstruções nas coronárias (aterosclerose) que podem levar ao infarto do miocárdio. Além disso, a elevação da pressão arterial aumenta o trabalho do coração, o que pode agravar um quadro de angina ou infarto”, ressaltou o cardiologista.

Um estudo publicado na revista científica “The Lancet”, nessa semana, revelou que os casos de pressão alta no mundo mais que dobraram num período de 40 anos. São 1,13 bilhão de pessoas acometidas pela doença.

Reportagem: Leticia Lopes